Cuiabá, Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
ONOFRE RIBEIRO
23.01.2018 | 06h30 Tamanho do texto A- A+

O eleitor quer ou não ouvir...

Esgotaram-se todos os valores e os apelos da política capazes de mobilizar os cidadãos na direção da política sem raiva

As eleições de 2018 elegerão o presidente da República, 27 governadores de Estado, dois senadores por Estado, todos os deputados federais e estaduais em cada Estado.

 

Será uma eleição muito ampla. Como é pra lá de sabido, ela se dá num momento em que o Brasil está parado, dentro de um longo atoleiro deixado pela História antiga. E piorado muito das gestões Lula pra frente.

           

Junto com as gestões petistas vieram esgotamentos públicos, privados e institucionais de todas as naturezas. O Estado brasileiro ficou lá atrás, afundado no imenso atoleiro. Precisa mais do que tração nas quatro rodas.

 

Esgotaram-se todos os valores e os apelos da política capazes de mobilizar os cidadãos na direção da política sem raiva, sem indignação e  com pouquíssima fé. Tudo isso é mais do que sabido.

Havendo eleição, terá que haver candidatos. O que eles dirão ao eleitor indignado? O eleitor não entende disso, mas percebe que o Estado que governa o país está desmoronado

           

Porém, de qualquer modo não há como fugir da eleição. Só na hipótese de um improvável golpe de Estado. Até caberia nesse atoleiro, se houvesse quem o fizesse. Nem sombra de haver.

 

Em 1964, o ambiente era de degradação política e havia os militares que se preparavam desde o Tenentismo em 1922.

 

Não foi difícil. Bastou um esforço dos quartéis junto uma articulação com forças internas e com a embaixada dos EUA e se derrubou o governo João Goulart.

 

Muito mais fraco, o Governo Temer não cairá através de golpe de Estado. Quem o derrubaria? Nem sombra de haver.           

 

Havendo eleição, terá que haver candidatos. O que eles dirão ao eleitor indignado? O eleitor não entende disso, mas percebe que o Estado que governa o país está desmoronado.

 

Logo, ninguém se elegerá com a promessa de fazer ações de qualquer natureza se entre elas não constar a completa reforma do Estado. E até a reconstrução da chamada Constituição Cidadã vigente. Um monte de contradições codificadas.

           

Presidentes, governadores, senadores, deputados federais e  deputados estaduais tem sido eleitos historicamente pelas promessas que fazem. Não valem mais.

 

Será que serão capazes de se reformular pra formular propostas de reformas amplas, gerais e irrestritas?

 

Duvido muito. Até porque a maioria ainda não caiu a ficha que a política atual já venceu há tempos.

           

O que farão os repetitivos marqueteiros com as suas fórmulas de plástico, pra candidatos de plástico?

 

Encerro este artigo lembrando a frase do escritor português José Samarago, adequada aos candidatos de plástico: “Se tens um coração de ferro, bom proveito. O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia”.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br




Clique aqui e faça seu comentário


COMENTÁRIOS
0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Leia mais notícias sobre Opinião:
Novembro de 2018
13.11.18 09h27 » Nossa, minha cidade sumiu!
13.11.18 09h20 » Quem sou, quem és?
13.11.18 09h18 » O resgate do futuro
12.11.18 07h45 » A evolução do agro
12.11.18 07h45 » A novela da RGA
12.11.18 07h00 » Vida útil do bem durável
11.11.18 08h04 » Cipoal tributário
11.11.18 08h03 » Mais transparência para a OAB