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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
09.10.2018 | 07h35
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O eleitor aprendeu pensar?

O eleitor mostrou sabedoria, mesmo contrariando tudo o que dele se esperava

Nunca confiei no eleitor brasileiro. Desconectado. Preguiçoso. Omisso. Vota de qualquer jeito. Sem foco. De tempos em tempos sofre ataques de lucidez e revela que se fôssemos uma nação bem educada seríamos uma ilha de prosperidade dentro do mundo. Nesses momentos compreendo porque a máquina do Estado tem tanto cuidado em desconstruir a educação. Povo analfabeto é povo submisso.

 

Porém, nas eleições de 2018 há muitas lições vindas justamente desse povo pouco confiável. A primeira delas foi não ter entrado no jogo suicida “deles” contra “nós”. Separou direitinho os extremos e votou num objetivo do inconsciente coletivo: pela paz da nação. Por paz entenda-se o país recuperar-se e recuperar a noção de cidadania tão desmontada na última década.

 

No caso específico de Mato Grosso, as renovações parlamentares foram muito chiques

No caso específico de Mato Grosso, as renovações parlamentares foram muito chiques! Velhas raposas e omissos parlamentares que deveriam estar mais na bolsa de valores do que no parlamento. A Assembléia Legislativa passa a ter a chance de voltar a ser um parlamento. Sair desse papel ridículo puxadinho comercial.

 

A bancada federal remodelada. Um único deputado reeleito. Mesmo assim estará dentro de uma camisa de força da sociedade que não confia. O Senado traz lições. Jaime Campos elegeu-se em segundo plano. Terá que ser um senador efetivo. Ao contrário do seu último mandato quando navegou pelos corredores do Senado e pouco propôs ou realizou de valor permanente. Selma Arruda entrará num momento de virada política. Tem tudo pra ser uma revelação. Só mesmo se não quiser o destino abre-lhe portas preciosíssimas. Chance de ser útil e proativa no cenário mais ativo do Senado.

 

Na esteira, aparece o terceiro mais votado ao Senado, Carlos Fávaro. Grata surpresa. Uma nova e importante liderança que nasceu no cenário político estadual. Levantou-se de uma base pequena e aproximou-se dos 500 mil votos. Um fenômeno!

 

E na cabeça do processo, Mauro Mendes eleito governador. Responsabilidades pesadas. Não gostaria de estar em seu lugar. Terá pela frente lutas contra a ambição e a vaidade dos chamados poderes, a corporação dos servidores públicos e o peso dos sindicatos politizados. Paralelo terá que planejar Mato Grosso pro seu inevitável futuro que acontecerá nesses próximos anos. Um fracasso agora será caríssimo pra todos nós.

 

O eleitor mostrou sabedoria. Mesmo contrariando tudo o que dele se esperava!

 




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