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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
17.06.2018 | 08h36
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Nem tênis, nem botina

Desde a primeira gestão de Blairo Maggi mudou profundamente a turma da botina. Assim como também a turma do tênis

Quando terminou o governo no seu segundo mandato em 2002, Dante de Oliveira e alguns de seus secretários mais próximos eram conhecidos como a “turma do tênis”. O sentido não chegava a ser pejorativo. Significava que eram gestores urbanos.

           

Em 2002 chegou ao governo Blairo Maggi, típico agricultor de segunda geração dos migrantes que aportaram em Mato Grosso depois de 1973. O seu secretário estratégico, Cloves Vettorato apelidou os novos gestores de “turma da botina”, por causa de sua origem rural.

           

De imediato estabeleceu-se o confronto entre as duas turmas. De um lado o pragmatismo gerencial e seco da turma da botina, contra a flexibilidade do estilo político da turma do tênis. O confronto gerou inimizades e expectativas.

Aquela fase da contradição entre ambos já passou. Até porque os jovens casaram-se entre si e já não ligam pra carteira de identidade uns dos outros

 

Durante os quatro primeiros anos do primeiro mandato de Blairo Maggi ninguém que fosse ligado ao tênis se aproximava da gestão por preconceito e separação de estilos.

           

Em 2010 elegeu-se governador Silval Barbosa, que não pertencia a nenhuma das duas, embora fosse indicação de Maggi. Em 2014 elegeu-se Pedro Taques, também desligado das duas turmas. Mas nem ele e nem Silval estabeleceram uma terceira geração.

           

Enquanto isso, nesses 15 anos desde a primeira gestão de Blairo Maggi mudou profundamente a turma da botina. Assim como também a turma do tênis. A sua segunda geração chegou à idade adulta e assume lugares nos negócios, na política e nas gestões municipais. Eventualmente na gestão estadual.

           

Mas é nos negócios que as novas gerações vem marcando posições. Estudaram em boas universidades e já sucedem os pais nos negócios na indústria, no comércio, nos serviços e no agro. Alguns preferem o serviço público. Outros os negócios familiares e outros criam os próprios negócios.

 

Desse modo, já não temos mais espaços pros primeiras da botina e nem do tênis. Aquela fase da contradição entre ambos já passou. Até porque os jovens casaram-se entre si e já não ligam pra carteira de identidade uns dos outros.

           

As novas turmas vem com essa identidade inovada e não se enquadram no molde das anteriores. Elas foram necessárias. Mas o seu tempo passou!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   www.onofreribeiro.com.br

 




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