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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
17.09.2017 | 06h30
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Não existe acaso

Somos um país construídos por soluços e trancos. Nunca por uma ordem pensada e planejada

Nesta série de abordagens a respeito desta passagem pelas qual Mato Grosso e o Brasil transitam, não dá pra se dizer que estamos isolados nessa onda.

 

Basta olhar pro mundo e ver que há todo um edifício construído depois do fim da Segunda Guerra Mundial que está desmoronando.

 

Vamos a três fatos: os EUA enfrentam sua onda interna com a gestão controvertida e sem previsões do presidente Trump.

 

A mísera Coreia do Norte ameaça uma região importante da Ásia e se mete no meio de uma confusão financeira entre EUA, China e Rússia. Com seus mísseis ela pode alterar a ordem mundial.

 

A União Europeia luta contra os seus próprios fantasmas: imigrações em massa, crises financeiras e desunião. Isso é só uma breve nota sobre problemas muito maiores do que isso, na realidade.

Nos próximos dias, semanas e meses continuarão caindo as pedras do dominó, como na tese do sincronismo do psicanalista suíço Carl Yung

           

Por trás disso tudo está o fim de um ciclo montado depois do fim da Segunda Guerra Mundial.

 

O ciclo gerou um desenvolvimentismo predatório sobre recursos naturais, o planeta e sobre as pessoas. Construiu desigualdades sociais insustentáveis.  Colonizou os países fora do clube dos ricos.

           

Cada país está passando a sua transformação segundo a sua linha histórica. O fato é que ninguém estará fora dela. O Brasil convive com as suas contradições iniciadas lá no descobrimento.

 

Controvérsias religiosas católicas medievais e a empacada gestão colonial portuguesa mataram o país no nascimento.

 

Daí por diante, o que se deu veio aos trancos. Somos um país construídos por soluços e trancos. Nunca por uma ordem pensada e planejada.

           

O fim desse ciclo nacional busca justiça social. Busca justiça sustentável dos recursos naturais.

 

Busca o resgate dos 205 milhões de habitantes colonizados por sistema de comando político, construído desde 1500 e aperfeiçoado desde então.

           

Nos próximos dias, semanas e meses continuarão caindo as pedras do dominó, como na tese do sincronismo do psicanalista suíço Carl Yung.

 

Segundo ele, uma pedra cai e lava todas juntas numa sucessão articulada de movimento e de tempo entre uma e a outra.

 

O leitor, quem sabe, observe a queda de pedras sucessivamente nos tabuleiros da política e da economia.

 

O saldo, também sincronizado, será de transformações muito em breve. Por trás, um minucioso planejamento de natureza espiritual longamente preparado pra desencadear agora.

 

Sem acasos!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br




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