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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
28.11.2017 | 06h30
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MT e o Brasil – final

Quase intransponíveis, os entraves burocráticos abrem caminho pra corrupção que cria atalhos pagos

O mundo não compreende como bandos de desocupados genericamente chamados de sem-terra impedem e paralisam as obras de uma usina hidrelétrica com toda a papelada burocrática em ordem.

 

Também não entende como partidos políticos, organizações não governamentais, Ministério Público e Justiça Federal dão guarida a essas ocupações sabidamente ideológicas e comandadas por partidos políticos.

 

Há algum tempo assisti nos EUA essa pergunta ser feita da seguinte forma: como é que funcionários públicos do Ministério Público, da Justiça Federal e de outras instituições incluindo universidades federais, podem trabalhar contra os interesses da nação?

           

Pergunta incômoda. E sem resposta!

           

Mato Grosso está dentro desse ambiente. Especialmente visado pela maldita burocracia.

Em Mato Grosso e na Amazônia, quase todos os projetos estruturantes são muito grandes: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, mineração

 

Conduzida pelo Estado, o que deveria ser a ferramenta de operação e trabalho de políticas públicas, a burocracia tornou-se a inimiga número 1 da sociedade.

 

Dos empreendedores então, um horror! Quando se pensa em um empreendimento grande e decisivo pra o desenvolvimento pensa-se primeiro antes nos entraves burocráticos.

           

Quase intransponíveis, os entraves burocráticos abrem caminho pra corrupção que cria atalhos pagos.

 

A burocracia portuguesa sempre era mais burra do que  a burocracia europeia na época do descobrimento.

 

O Brasil copiou o que ela tinha de pior. O empreguismo público, a autoridade de funcionários públicos pra complicar processos e os partidos políticos corrompidos e inúteis dirigindo essa mesma burocracia.

           

Em Mato Grosso e na Amazônia, quase todos os projetos estruturantes são muito grandes: rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, mineração.

 

Todos passam pela rigidez burocrática de um lado e pela “facilitação” vergonhosa da corrupção de outro.

           

O pior, nesse cenário de apocalipse, é que as instituições privadas com responsabilidade cívica fogem a sua responsabilidade. Evitam cobrar atitudes. Evitam contrariar a gestão do Estado nacional e dos estados regionais.

 

A simbiose de interesses fortalece a corrupção e a ineficiência do Estado. Mas o pior mesmo, é que legitima o partidarismo político sobre os setores-fins da burocracia.

 

Exemplos: que partidos comandam o Incra, a Funai, o Ibama, a Funasa, o DNIT, etc?

             

Finalizo esta série de três artigos muito pessimista!.

 

Contudo, morro ainda acreditando que num dia longínquo nos recuperemos do atraso.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br 




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