ENQUETES

O que você achou da eliminação da seleção brasileira da Copa da Rússia?

PUBLICIDADE

Opinião / ONOFRE RIBEIRO
27.11.2017 | 06h30
Tamanho do texto A- A+

MT e o Brasil – 2

O Governo chinês está de olho na África pra produção de alimentos, mas mira Mato Grosso

Seguindo com o assunto de ontem, gostaria de lembrar a recente posição da China de estender suas zonas de influência em diferentes direções do mundo, segundo as suas conveniências.

 

É hoje a primeira potência econômica mundial. Mas tem um gargalo. Com sua população crescente acima de 1 bilhão e 400 milhões de habitantes, seu ponto fraco é alimentar tanta gente.

 

Por isso o governo chinês está de olho na África pra produção de alimentos sem maiores compromissos. Mas está de olho no Brasil por conta de alimentos e pra completar o ciclo comercial.

           

Leva daqui alimentos, mas traz de lá produtos industrializados para um mercado consumidor de grande potencial de crescimento. Mas tem uma estratégia por detrás. Isso, sim, interessa a Mato Grosso.

           

A ideia é criar zonas de impacto industrial. No caso de Mato Grosso, agroindustrial ao longo da ferrovia bioceânica projetada pra ficar pronta ao longo da próxima década.

 

Com produtos industrializados da agricultura otimiza o frete com menores volumes, podendo chegar a 55 milhões de toneladas/ano no início e 70 em algum tempo. 

 

De um porto no Peru, o frete segue direto pro porto de Shangai, na China, numa linha reta, sem precisar passar pelo complicado Canal do Panamá.

A ideia é criar zonas de impacto industrial. No caso de Mato Grosso, agroindustrial ao longo da ferrovia bioceânica projetada pra ficar pronta ao longo da próxima década

 

Na volta, virão máquinas, veículos, industrializados, químicos, fertilizantes, eletrônicos etc.

 

Pronto. Eis a nova Rota da Seda no século 21.

 

Será também uma rota turística, porque está previsto o transporte de passageiros.

 

Nesse ambiente de impacto econômico ao longo de ferrovia numa vasta extensão de influência, o foco estratégico chinês estará completo.

 

Mas Mato Grosso não tem qualquer planejamento ou projeto pra lidar com esse cenário. Aliás, o ignora e desconhece.

 

Somada com a Ferrogrão, de Sinop a Santarém, a bioceânica de Leste a Oeste, a Ferronorte de Rondonópolis até Sinop, está pronto um eixo de incalculável poder transformador. Tanto da economia quanto da política.

 

E não há muito tempo pra se perceber esses cenários e o respectivo planejamento.

 

No próximo artigo gostaria de abordar a mudança dos cenários políticos.

 

E também a mudança do peso de Mato Grosso frente ao Brasil.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   

www.onofreribeiro.com.br                    




Clique aqui e faça seu comentário


0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Leia mais notícias sobre Opinião:
Julho de 2018
18.07.18 09h05 » Uma agenda para os advogados
18.07.18 09h02 » A turma do contra
18.07.18 08h16 » Coligações perigosas
18.07.18 08h11 » A presidente e nós
18.07.18 08h10 » Dresden
18.07.18 08h04 » Haverá segurança no futuro próximo?
17.07.18 23h09 » ICMS sobre o WhatsApp
17.07.18 23h00 » Vive La République
17.07.18 14h41 » Dia do "não"
17.07.18 10h53 » Sozinhos e coletivamente

1999-2018 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados

Ver em: Celular - Web