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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
26.11.2017 | 06h30
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MT e o Brasil – 1

Com a esquerda fora do cenário de poder, com as crises mundiais, o mundo volta a se interessar pelo Brasil

Em 2015, durante o Seminário Paex, na Fundação Dom Cabral, na última palestra, o professor que falou durante duas horas.

 

Traçou um cenário de Brasil e do mundo absolutamente convincentes.

 

De tudo, o que mais gostei foi a afirmação de que os próximos 50 anos serão do Brasil pra investimentos em infraestrutura de rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.

 

Além de questões ligadas aos temas ambientais e questões minerais.

           

Porém, a ressalva: o mundo nunca teve tanto dinheiro pra investimentos, mas o Brasil assusta pela insegurança jurídica causada por um Estado complicador, burocrático e tomado por ideologias ultrapassadas.

Não adianta o corporativismo político e partidário tentar barrar essa onda. Os partidos e os políticos terão que aprender a trabalhar sem a muleta generosa dos cofres públicos

 

Lembrou o professor: o mundo não compreende como meia dúzia de sem-terra ou de índios paralisam a obra de uma usina hidrelétrica em dia com a papelada burocrática.

 

Pior: ainda encontram sustentação ideológica e oportunista em instituições públicas e privadas.

           

Não pude deixar de me lembrar do presidente francês, Charles De Gaule, em visita em Brasil em 1964: “O Brasil não é um país sério!”.

           

Continua não sendo. Mas com o fim do ciclo da esquerda e a paralisia econômica que arrasou a indústria, por exemplo, viu-se o tamanho e des-necessidade do gigantesco Estado brasileiro nos processos do país.

 

Pois bem. Com a economia voltando a crescer. Com a esquerda fora do cenário de poder, com as crises mundiais, o mundo volta a se interessar pelo Brasil.

 

Isso significa investimentos mundiais em setores que obrigatoriamente terão que ser privatizados.

           

Não adianta o corporativismo político e partidário tentar barrar essa onda.

 

Os partidos e os políticos terão que aprender a trabalhar sem a muleta generosa dos cofres públicos.

           

Nesse caso, entra Mato Grosso como uma potência produtora de alimentos. Mas precisa sair da fase primária para agregar valor, gerar bons empregos e arrecadar mais, além de atrair investimentos de tecnologia.

           

Sobre isso e a política de 2017, pretendo falar no artigo de amanhã.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro.com.br    

www.onofreribeiro.com.br           

 




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