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Opinião / RENATO DE PAIVA PEREIRA
20.03.2017 | 07h10
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Machismo das Fêmeas

Não há nenhuma razão lógica, por exemplo, para exigir que a as mulheres ocupem metade dos cargos políticos

Por conta do “Dia Internacional da Mulher” a imprensa brasileira gastou, na semana passada, um monte de verbos fortes e adjetivos contundentes repercutindo reivindicações e protestos que se espalharam pelo país.

 

Tantas reclamações sobre discriminação no emprego, salários menores, dupla jornada de trabalho, levaram-me a indagar se toda a choradeira é válida ou se há exageros e intenções políticas entremeados no discurso. Não acho que as mulheres estejam sofrendo, no ambiente de trabalho, as discriminações que as feministas alardeiam.

 

Em uma rápida pesquisa (sem nenhum valor estatístico) entre trabalhadoras que encontrei durante a semana nenhuma se achou discriminada no emprego, escritório, consultório ou na vida social. As estatísticas disponíveis sobre ganhos salariais de homens e mulheres devem ser lidas com alguma cautela. Não se discute que aqueles ganham mais que estas, mas há de se buscar as razões para isso.

Não acho que as mulheres estejam sofrendo, no ambiente de trabalho, as discriminações que as feministas alardeiam

 

Talvez a disponibilidade de tempo dos homens e o maior interesse nos cargos de mando expliquem parte da diferença. Creio que não há na maioria das empresas ou nos órgãos públicos qualquer restrição ao trabalho feminino nem dificuldades de destinar a elas os cargos melhores. Tampouco observo diferenças salariais para os que ocupam as mesmas funções.

 

A tendência do feminismo de exigir participação igual das mulheres em todos os setores e cobrar delas a disposição de disputar constantemente com os homens cargos e posições, parece uma pregação autoritária. Acham-se com direito (as feministas) de pressionar escolhas, esquecendo que a muitas pode não interessar alguns cargos ou trabalhos.

 

O que, afinal, é totalmente válido, posto que as mulheres têm, ou podem ter, interesses diferentes dos homens e que o sucesso financeiro ou no emprego não precisam necessariamente estar entre suas principais ambições. Não há nenhuma razão lógica, por exemplo, para exigir que a as mulheres ocupem metade dos cargos políticos, aliás não há nenhum impedimento para a candidatura feminina qualquer deles. Se são minoria neste seguimento é porque ele não lhes interessa muito.

 

O feminismo, contraditoriamente, mais parece a versão atualizada e disfarçada do machismo, pois de alguma forma tenta impor às mulheres padrões que acham interessantes, ignorando a vontade da maioria delas. Livres, ou quase, dos machos autoritários que as tolhiam, correm agora (as mulheres) o risco de serem pautadas pelas líderes mandonas que querem escolher destinos, criticando comportamentos que não se enquadram no script.

 

O movimento, entre outras bizarrices, sugere que a mulher exija a presença do marido no parto (mesmo desmaiando); que o obrigue a participar do processo de amamentação noturno, ainda que como simples espectador e que o convença a trocar as fraldas do bebê ou ajude nessa tarefa. Quer ainda que esposas ou companheiras forcem os homens a lavar a louça, cuidar da roupa e limpar a casa, como forma de garantir igualdade entre gêneros.

 

Parece que dominação dos machos fez escola. Com o perdão da aparente contradição entre os termos (oximoro), tudo indica que o feminismo está tentando implantar o “Machismo das Fêmeas”. Para comprovar basta observar nas líderes o mesmo viés autoritário dos machos Sapiens, que para o bem deles e delas estão desaparecendo (o autoritarismo, não os Sapiens) da sociedade.

 

Renato de Paiva Pereira é empresário e escritor

renato@hotelgranodara.com.br




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1 Comentário(s).

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Ismael  20.03.17 22h59
Puxa vida, até que enfim um texto apresentando o outro lado da história.
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