Cuiabá, Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2018
WILSON CARLOS FUAH
12.03.2018 | 08h13 Tamanho do texto A- A+

Lembranças da Copa

Quatro anos depois do Mundial, o que ficou foi o aprendizado vindo de erros e acertos

Quatro anos se passaram após a realização da Copa do Mundo em Cuiabá, houve todo tipo de desmandos durante a realização das obras de Mobilidade Urbana; houve desvio de recursos públicos e muitos contratos tiveram a execução dos seus objetos inacabados e superfaturados, mas muito já se falou sobre a corrupção durante a preparação de Cuiabá para a Copa do Mundo, agora, cabe ao MPE; a MPF, a PF investigar e a justiça buscar o ressarcimento dos valores desviados e aplicar as sanções das leis a aqueles que promoveram os desvios dos recursos públicos.


Mas, apesar de todos os erros que aconteceram, temos que lembrar o lado bom, onde os cuiabanos fizeram a sua parte, assumindo a sua importância ao demonstrar a gentileza e hostilidade ao receber os turistas que vieram acompanhar as suas delegações e participaram de modo exemplar no congraçamento dos povos.


Com a realização da Copa do Mundo em Cuiabá, pudemos entender que o mundo é realmente um só, que as fronteiras estão apenas no imaginário dos separatistas medíocres, e a festa do mundial de futebol, pode  transforma as pessoas, onde se unem pelo poder mágico da alegria interativa de culturas e tradições.

 

E, 2014 eu vi andando pelas ruas de Cuiabá, os Japoneses que dispensaram o consumo do peixe-cru, e saborearam as delícias dos gostos e sabores dos peixes das cozinhas  cuiabanas: vi um jovem de Yokohama empanturrado no pacu assado e um morador de Yokkaich empanzinado de tanto comer mujica de pintado. O prazer de comer era maior que os olhos, e comeram tanto, tanto que até lamberam os beiços. Foram momentos dos japonese em Cuiabá, e que foram lembranças levadas para outro lado do mundo.


Os Russos andaram pelas ruas de Cuiabá, e entre sorrisos, abraços e tentativa de comunicação através de sinais e sons desencontrados, mas que ao fim chegavam a um entendimento, e eu vi um casal de Russos e um velho cuiabano no seu mais puro cuiabanês promoverem o entendimento universal. Vi um turista sisudo de São Petersburgo levando uma penca de banana, e vi também, a uma linda senhora de Yekaterinburgo levando um bastão de pau de guaraná, não sei para que, e nem ela.


Eu vi durante a Copa do Mundo em Cuiabá, vários Australianos andando pelos bairros tradicionais de Cuiabá, entrando e saindo pelas casas de comércio, em busca de bolo de arroz e paçoca de carne seca socada no pilão, vi vários turistas originário  de Sydney, engasgar de tanto beber caipirinha e com isso, demonstravam muita alegria, e entre eles tinha um morador de Adelaide que caiu na “besteira” de tomar um nó de cachorro, e o pior é que gostou tanto, que terminou levando uma garrafa debaixo do braço. 


O que falar dos Colombianos que no embalo das noitadas cuiabanas, apreenderam com os cuiabanos, o exercício de levantamento de copos, e viraram a noite dançando e sorrindo, eram como se a Praça Popular estivesse lá Cali ou Medellín, quanta alegria esse viajantes do mundo trouxeram para nós cuiabanos.


Foram milhares de turistas que vieram a Cuiabá, para acompanhar os jogos das suas seleções e puderam desfrutar das belezas e encantos da cidade que abusa do poder de saber receber as pessoas, puderam sentir a hospitalidade do povo cuiabano que sabe fazer festas. 


E, quando é para fazer festa, isso nós sabemos fazer, se é para receber as pessoas, pode ficar tranquilo, pois essa é a marca registrada da cuiabania, e apesar de tudo que aconteceu, os desmandos e as desorganizações por parte das autoridades, fica a certeza de que a gentileza e a hospitalidade, não faltaram os elogios, e vieram com os reconhecimentos dos turistas, e esse “saber receber” foi apenas uma constatação, ou para alguns críticos que ao fim, ficaram  surpresos, pois muitos apesar de morar em Cuiabá, ainda não reconhecem esse lado festivo e feliz do povo cuiabano. 

Mas, o importante é que Cuiabá entrou definitivamente no mapa do mundo, pelo lado simples e autêntico do que somos verdadeiramente


Foi um acontecimento que deu visibilidade mundial para Cuiabá e nossa gente, se não tínhamos hotéis de qualidade, se não tínhamos o melhor aeroporto do mundo, se não tínhamos uma segurança de qualidade e se a cidade não tem avenida largas, se a cidade é muito quente, e daí, essa é a nossa querida Cuiabá com a sua beleza diferente e com um povo diferente, mas feliz e festivo, o que os turistas queriam, eram andar ruas e viver os momentos da cidade de Cuiabá.


Mas, o importante é que Cuiabá entrou definitivamente no mapa do mundo, pelo lado simples e autêntico do que somos verdadeiramente e não pela inverdade e desonestidade dos políticos que promoveram a Copa do Mundo em Cuiabá.


A Copa passou, ficaram as boas e as más lembranças, mas o que precisamos mesmo, é aprender a escolher melhor os nossos representantes, e deixar de votar em promessas vãs de políticos que não tem respeito com a história Cuiabá e com a honestidade do nosso povo cuiabano: se algum político que estão entre aqueles que receberam recursos para não fiscalizar as obas da Copa, vier com a “cara lambida” e bater na sua porta pedindo voto, não pense duas vezes: bota para correr, mesmo.

WILSON CARLOS FUAH é economista   




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alexandre  12.03.18 09h42
mas eu preferia não ter recebido ninguém, passamos tantos dissabores e ainda estamos passando, pois as obras ficaram pela metade. santa rosa e demais trevos ainda dão muita dor de cabeça. avenida do cpa detonada, ilha da banana indenizada para que, avenida da feb, comércios que faliram ao longo dessas avenidas, e até agora nada de vlt (um modal que é caro para o cidadão comum). e como escolher nossos políticos? vimos que hoje não há direito nem esquerda, isso somente é fachada, o interesse deles é pessoal, não social. o mp não fiscalizou, ninguém fiscalizou. o cidadão está lançado à própria sorte, e nisso o brasileiro é bom,sabe bem olhar para o próprio umbigo. quando deixarmos de pensar só na nossa casa, mas no bairro inteiro, o país começara a melhorar. até lá, lamentemos.
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