Cuiabá, Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
ONOFRE RIBEIRO
01.02.2018 | 06h30 Tamanho do texto A- A+

Governo em 2018 só com pacto social

A próxima gestão terá que ser capaz de costurar um pacto efetivo de conciliação nacional

Em 1990, Fernando Collor de Melo elegeu-se presidente da República prometendo um pacto de união nacional.

 

Antes dele, Tancredo Neves fora eleito presidente pelo voto indireto prometendo uma conciliação nacional. Morreu antes de assumir. Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992.

 

Em seu lugar, o vice Itamar Franco conseguiu um bom projeto de conciliação nacional, embalado pelo Plano Real que deu estabilidade à moeda e pacificou as relações na sociedade.

           

Fernando Henrique manteve o clima. Lula assumiu em 2003 sob intensa expectativa a respeito de um pacto social que unificasse todos os descontentamentos nacionais.

 

Prometeu isso no seu discurso de posse. Não conseguiu, e ainda abriu uma valeta de entendimento entre as classes sociais no país e na política. Veio Dilma e piorou as coisas ao máximo.

Em tese, o candidato vencedor será aquele que primeiro e melhor disser à sociedade brasileira, descontente e desconfiada, que será capaz de governar

           

Michel Temer segue um governo frágil e fragilizado. Terminará com anemia profunda.

           

Todas essas gestões somadas deixaram o Brasil enfraquecido em todos os aspectos. E o Estado fragilizado. Em processo de decomposição.

           

A próxima gestão terá que ser capaz de costurar um pacto efetivo de conciliação nacional. Na campanha deverá deixar isso bem claro e bem explicado.

 

Em tese, o candidato vencedor será aquele que primeiro e melhor disser à sociedade brasileira, descontente e desconfiada, que será capaz de governar. Depois, explicar de que forma enxerga os próximos anos.

 

Além de avaliar todas as contradições de agora e dar-lhes um sinal de remédio. Estamos falando das reformas necessárias ao Estado e ao país, de relacionar-se com o Congresso Nacional e com os partidos políticos com autoridade.

 

E, ainda, de lidar com os grandes temas do Estado: saúde, educação, segurança e planejamento.

           

Além dos grandes temas sociais como o desemprego, as novas discussões sociais como gênero, minorias, etc.

           

E os grandes temas econômicos? Desemprego, reformas, privatizações, pra falar em apenas alguns.

           

Tudo isso vale no plano federal e nos 27 estados que elegerão governadores.

           

Perfil geral: gestor econômico e social profundamente conciliador.

           

Como o leitor, não enxergo ninguém com esse perfil no cenário eleitoral até aqui descrito pra 2018.

 

Mas, quem quiser ganhar terá que enxergar muito além de 2018 e compreender que o futuro engolirá quem errar o passo na marcha, se pisar fora do caminho da conciliação nacional.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br




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