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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
14.12.2017 | 06h30
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Futuro sempre tem começo

Hoje o eixo do mundo mudou. Saiu da esfera exclusiva dos EUA, da UE e Japão, para a China

Abordei neste espaço interesses chineses por investimentos em Mato Grosso. Tive interessantes colaborações e críticas bem pontuais.

 

Natural. O tema é mesmo controverso. Gosto muito quando leitores se posicionam. Não importa se a favor ou contra.

 

O objetivo de cada artigo é provocar reflexões nos leitores. Do contrário, nunca saberia a quem atingi com a escrita.

           

Na década de 1970, a divisão consumiu a maior parte das energias políticas do estado. A de 1980 foi de ajustes às circunstâncias do novo território físico e político.

 

A de 1990 a tentativa de ajustar tudo isso a uma perspectiva de futuro que não havia.

 

A divisão do estado provocou grande mutilação política, cultural, econômica e financeira.

           

Na década de 2000, começou o movimento de atrair atenções de investidores nacionais e internacionais para as potencialidades de Mato Grosso.

 

O seminário “Mato Grosso é hora de Investir”, conduzido pelo governador Dante de Oliveira. Deu certo. Mato Grosso se descobria ali. O Brasil e o mundo também.

 

No governo seguinte, de Blairo Maggi já surgiram resultados em bons investimentos no estado. Que, aliás, nunca pararam.

           

Hoje o eixo do mundo mudou. Saiu da esfera exclusiva dos Estados Unidos e da União Européia e alguma coisa do Japão, para a China.

Na década de 2000, começou o movimento de atrair atenções de investidores nacionais e internacionais para as potencialidades de Mato Grosso

 

Nasce uma nova onda de possibilidades a partir da China pelas conhecidas razões do seu crescimento rápido e do aumento de sua população com elevação de renda e demanda por alimentos.

           

Retorno à tese que ouvi na Fundação Dom Cabral de que os próximos 50 anos serão de investimentos no Brasil, especialmente em infraestrutura.

 

Depende basicamente da segurança jurídica que hoje não existe. Coisa do próximo governo brasileiro.

           

Até lá, resta-nos aqui em Mato Grosso pensar na construção de bases de planejamento e regulamentações para receber os interesses investidores que virão de fora e de dentro do país.

 

Recordo uma conversa que tive há alguns anos com o ex-governador Garcia Neto.

 

Concordamos em que Mato Grosso não ficou como guardião da fronteira Oeste do Brasil, só e abandonado pro quase três séculos para hoje ser invadido por interesses sem nos dar a contrapartida de conduzir o processo.

 

A história dessa região é muito rica pra ser esquecida por gestores que não olhem pra trás, onde tudo começou!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br 

www.onofreribeiro.com.br




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