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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
06.10.2017 | 06h30
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Fragilidades institucionais

Poderes se entranham, mas descem ao degrau de baixo e enfrentam outras corporações como as polícias Civil e Militar

O sistema público brasileiro estabelecido dentro da Constituição chegou ao seu limite. Esgotou-se. Vemos hoje os chamados poderes em briga entre si.

 

O Poder Executivo em profunda crise de sobrevivência. O Poder Legislativo afundado num inferno de contradições que o fazem parecer esgotado aos olhos da sociedade.

 

E o Poder Judiciário trafegando entre a justiça e a legislação política. Paralelo, o Ministério Público exercendo o papel de chicotear os sistemas.

           

Na ponta que realmente interessa, a sociedade está desamparada e desiludida. Sensação de puro desamparo.

           

Em Mato Grosso, não parece muito diferente. O cenário é desolador.

           

O Poder Executivo às voltas com instabilidade política em função dos desdobramentos do episódio chamado de “Grampolândia Pantaneira”, a relação difícil com o corporativismo dos funcionários públicos, com a Assembleia Legislativa, com o Poder Judiciário e com o Ministério Público.

Na prática, a ordem institucional está desorganizada. Com o tempo certamente se resolverá, embora deixe muito cadáveres no caminho

 

De quebra, uma grande instabilidade fiscal no cumprimento do orçamento estadual por conta da crise nacional.

           

Entre si, os poderes se entranham mas descem ao degrau de baixo e enfrentam outras corporações como as polícias Civil e Militar.

 

Na prática, a ordem institucional está desorganizada. Com o tempo certamente se resolverá, embora deixe muito cadáveres no caminho.

           

Certamente, deixará o aprendizado de que o sistema atual não serve mais à realidade presente.

 

O cidadão paga impostos pra que o Estado preste os serviços para o qual foi criado. Não está entregando serviços capazes de responder aos impostos pagos.

 

Por outro lado, a economia é profundamente pragmática. Reage a essa instabilidade encolhendo os seus investimentos e gerando caos social.

           

Grande parte da crise econômica atual veio da crise política.

           

Recompor as relações interpoderes e convencer a sociedade de que é possível a volta da normalidade é tarefa longa e penosa. Vai refletir nas próximas eleições, nas próximas condutas e atitudes dos chamados agentes  públicos.

           

Junto do aprendizado terá que vir necessariamente o desmonte do espírito de corporações para o novo espírito do coletivo voltado a todos os brasileiros.

 

Uma longa lição a ser aprendida pelos brasileiros e pelos mato-grossenses.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   

www.onofreribeiro.com.br




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Aloísio Francisco  07.10.17 19h13
A fragilidade das instituições é consequência de uma causa: a degradação da elite que exerce o poder no país.Isso é originário da formação do Estado brasileiro; nos dias atuais, acompanhado ainda pela impunidade.A solução é um processo que passa pela educação, antes ainda, pela ótica distorcida de enxergar esse país apenas pela ótica mercantilista, econômica, infelizmente é assim que se comporta nossa elite no poder, com ela não há acordo, não diálogo. Longe da ditadura, mas nosso voto só legitima esse "estado de coisa". Posso até votar no melhor, mas depois que o voto ultrapassa a boca da urna, perde-se o controle sobre ele.
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