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Opinião / ROMILDO GONÇALVES
07.07.2018 | 08h13
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Fenômenos naturais

Seca e estiagem provocam desequilíbrio hidrológico no ambiente

Seca ou estiagem são mesma coisa? Não necessáriamente! Seca ou estiagem são fenômenos climáticos naturais causados pela insuficiência de precipitações pluviométrica em determinada região, por um período de tempo variável.

 

Para alguns cientistas e estudiosos, há diferenças entre seca e estiagem, para alguns estiagem é um fenômeno que ocorre em intervalo de tempo relativamente curto.

 

Para outros, a seca se caracteriza por uma estiagem prolongada ou até mesmo permanente. Contudo, tanto a estiagem quanto a seca como queira, são fenômenos naturais, que ocorrem no meio ambiente sem que haja interferência antropogênicas no processo.

 

O ser humano não é o causador desse processo, ele apenas piora os efeitos do processo com o uso desordenados dos recursos naturais

Embora sejam fenômenos naturais elas provocam desequilíbrio hidrológico no ambiente. Com a seca ou estiagem ocorrem intensa evapo transpiração na vegetação por um período de tempo chuvas em uma determinada área, localidade ou região do mundo naturalmente.

 

Como se vê o ser humano não é o causador desse processo, ele apenas piora os efeitos do processo com o uso desordenados dos recursos naturais. Como se denota a natureza é sabia e cíclica e os fenômenos naturais ocorrem quando e onde ela bem quiser.

 

A interferência humana no ambiente pode modificá-lo de maneira a causar impactos de maior ou menor monta, mas absolutamente não é o agente dominante para os fenômenos naturais seca ou estiagem como queira.

 

Desde que o mundo é mundo fenômenos naturais ocorrem no planeta, quem não se lembra das dez pragas do Egito? Que levou Moisés a libertar os israelitas da escravidão no Livro Bíblico “Êxodo”? Ou em 1899 quando milhões de indianos morreram famintos em conseqüência da grande seca ocorrida na Índia em 1877?

 

Registros bíblicos, históricos e também do nosso tempo, mostram a dinâmica desse processo. Nesse vis-à-vis, no decorrer da evolução da humanidade, marcando as tipologias desses fenômenos, Assim: Seca permanente é caracterizada pelo clima desértico, onde a vegetação adaptou-se às condições de aridez do solo e do ambiente.

 

Seca sazonal: ocorrem em climassemiáridos. Seca irregular ou variável pode ocorrer em qualquer região onde o clima seja úmido e apresentar variabilidade climática do ponto de vista estatístico.

 

Seca "invisível". De todas as classificações de seca essa é a pior, nesse processo a precipitação não é interrompida, porém, o índice de evapotranspiração é maior que o índice pluviométrico causando desequilíbrio na umidade regional.

 

Para entender esse processo, inúmeras varáveis meteorológicas podem e devem ser consideradas por definição de secas, e não somente a taxa de precipitação, mas, temperatura, umidade do solo, radiação solar incidente, grau de verdejamento da vegetação...

 

São nestes e por estes pontos que devemos discutir a aplicação da legislação brasileira, focando diferentes áreas de preservação permanentes assentadas nas margens de rios, córregos, nascentes, olhos d'água, várzeas, encostas,topos de morros... Como referenciais intocáveis.

 

Estes ambientes dão sustentabilidade física, segurança a continuidade da vida. A fruição da água natural que irrigam continentes brotam exatamente nesses ambientes.

 

No entanto nas últimas décadas o que se tem registra são fortes pressão antrópica nesses ambientes aliada ao descuido dos governantes e gestores públicos, agravando sobremaneira a continuidade da vida.

 

Os descasos e descuido não faltam, veja a situação das margens do Rio São Francisco que abastece grande área do nordeste brasileiro. O Sistema Cantareira na região Sudeste,que abastece a maior metrópole do país com uma população humana havida por água limpida.

 

Nesse vis-à-vis,da ganância humana pelo lucro fácil, seja na pesca predatória, na produção agrícola,no lançamento de dejetos in natura, no lazer desenfreado, na implantação de núcleos urbanos não planejados... Vem alterando de maneira significativa a vida.

 

Importantes mananciais no país estão comprometidos com a remoção da vegetação nativa. O aceleramento do processo de ocupação desordenada depredação, exaure e extingue sorrateiramente os recursos bióticos e abióticos do país.

 

Embora o Brasil tenha legislações ambientais modernas e atualizadas para manejar de maneira racionalmente sustentável os recursos naturais falta coloca-la em prática. Como política governamental e fazer cumpri-la na integra.

 

Biologicamente falando, a vida é preciosa e precisa ser respeitada. Nesse front, cientistas, pesquisadores, estudantes, gestores, cidadãos, sociedade...

 

Precisam exigir dos governantes maneiras mais inteligente de preservação e continuidade da vida.

 

ROMILDO GONÇALVES é biólogo e pesquisador em Ciências Naturais da UFMT




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1 Comentário(s).

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Luiz Carlos  07.07.18 18h12
Parabéns Professor Romildo pela matéria para despertar em todos a responsabilidade de zelar pela natureza é na verdade a preservação da vida.
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