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Opinião / GRACI MIRANDA
09.09.2017 | 06h50
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Elegância e caráter

Os mato-grossenses têm muito para comemorar, em momentos de turbulência moral-política

Celebrando o Dia da Alfabetização, que foi criado pela Organização das Nações Unidas-ONU, e, Organização das Nações Unidas/Educação – Ciência/Cultura/Unesco/1967. Em 08 de setembro e relevante, independentemente da nacionalidade: Alfabetização.

 

É claro que, a cultura deveria ser a primeira das prioridades dos governantes.  O cidadão alfabetizado cristaliza melhor comunicação, tanto nas concatenações de ideias tanto quanto nas posturas. A alfabetização sempre nos transformará para um mundo melhor. É visível quando adentramos em outros países, em que, a Cultura é considera e tratada como fundamental para os administradores.

 

Os mato-grossenses têm muito para comemorar, em momentos de turbulência moral-política. Trazemos a lume a postura elegante/ética do autodidata: Rubens de Mendonça, detentor de outros muitos títulos etc., Sempre voltado para o desenvolvimento cultural.

 

Mendonça trabalhou arduamente para socializar: leitura para todos. A autenticidade dos fatos históricos está em seus escritos, o autodidata não relatava somente sobre as “autoridades”, mas também o trabalhador, independentemente da cor da pele ou de história de vida.

 

O autodidata Mendonça argumentou a história com estilo nobre e sui generis. E, atualmente se faz presente através de suas obras nas bibliotecas, assim é orgulho do Estado exportador.

Através do exemplo de dedicação do autodidata Rubens de Mendonça, nós esperamos que os governantes se mobilizem: trabalhar para os cidadãos

 

Gestores fiquem ‘antenados’ para as políticas públicas, basta lançar os olhares nos números das bibliotecas fechadas nos 141 municípios.

 

Recordar o bom exemplo do escritor, isto nos traz acalento, e sentimos nutridos de esperanças, e que, muitos Mato-grossenses irão enveredar-se para a pesquisa. Nós nos envaidecemos por ter tido Rubens de Mendonça que nunca esperou por: ‘projeto$’.

 

O escritor não recebia vale alimentação, sua mulher Ivone Badre Mendonça, quem elaborava suas refeições e transportava até o local de pesquisa.

 

Rubens de Mendonça, era o império cultural, soube transmitir valores diferenciados: morais-éticos, estes que a sociedade brasileira necessita resgatar. A família pautou-se no respeito e amor à pesquisa.

 

 Naturalmente é só através da leitura que adquirimos senso crítico e labutaremos pela união dos povos, justiça social e paz. Afirmamos que o saber nos faz, melhores e sensatos. O cidadão leitor é um transmissor de conhecimentos.

 

Se tivermos uma população de bons leitores temos um país dotado de cultura, e ainda sem riscos de cometer transtornos vergonhosos do passado.  O médico Karl Von Dein Steinen (1940) “(...) Em troca dum pote eu dei-lhe perolas falsas. (...)”.

 

E, será através da alfabetização que aprimoraremos nossas posturas.  O autodidata Mendonça, através das obras, comprova valores humanos e ambientais. Então precisamos praticar e vivenciar, mais e mais o mundo da Alfabetização, e defender a ética-ecossistema.

 

É o momento oportuno de refletir e questionar o sistema moral-político.

 

Rubens de Mendonça viveu: com humildade e harmonia. Quanto ao estilo do autor, recorro ao pensador, Paul Valéry: “Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir”. Mendonça, assim o fez, no seu mundo da escrita: escreveu os fatos reais sem alarde.

 

E, jamais, de gabinete em gabinete do poder. Foi um verdadeiro construtor cultural. O mundo do escritor foi: para a arte do saber, em que, revelou os fatos reais de Matto Grosso, era escrito com “TT”.

 

Comprovando os fatos acima citados recorri ao poder cultural da sua filha-Adélia Maria Badre Mendonça de Deus – é aposentada da Universidade Federal de Mato Grosso- UFMT, onde se graduou, nessa mesma instituição, em direito. (Depoimento de: Mendonça de Deus, colhido por: Graci Ourives de Miranda, em 06/09/2017.)

 

Segundo Mendonça de Deus: “(...) o pesquisador, jornalista, historiador, literato e sátiro Rubens de Mendonça (nasceu 27/07/1915- faleceu em 03/04/1983) que deixou 40 livros editados, sendo dois ‘post mortem’, mandava confeccionar prateleiras de madeira e dava um jeito, sem cerimônia, de transformar em “estantes”.

 

As portas que ligavam um cômodo ao outro, o que, obrigava o pessoal da casa fazer um certo exercício para circular nos ambientes, do casarão. Eram 10.000 exemplares de livros, incluindo, aí obras preciosas remanescentes da biblioteca do seu pai, historiador Estevão de Mendonça (nasceu 25/12/1869-faleceu em 02/12/1949). (...)”

 

Através do exemplo de dedicação do autodidata Rubens de Mendonça, nós esperamos que os governantes se mobilizem: trabalhar para os cidadãos. Convidamos o leitor a refletir sobre: Alfabetização, amor à sociedade e história.

 

Autoridades, sejam céleres!

 

GRACI OURIVES DE MIRANDA é escritora/voluntária em Cuiabá.




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