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Opinião / ERNANI CAPOROSSI
16.03.2017 | 08h16
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Doença do beijo

A cada ano, são mais de 2 milhões de casos apenas no Brasil

Em dezembro do ano passado, escrevi sobre os benefícios do beijo para a saúde humana. Ele faz com que o corpo libere hormônios, que potencializam o sistema imunológico, acelera o metabolismo, o que  significa emagrecer, e ajuda no combate aos problemas dentários e sintomas de alergia.   

 

 

 

No entanto, há casos, em que pode ser veículo para algumas doenças, entre elas a mononucleose, conhecida como a “doença ou a febre do beijo”, que também tem este nome por incidir na população mais jovens, entre 15 e 25 anos. Mas pode ser transmitida também pela tosse, espirros ou pelo compartilhamento de copos e talheres de uma pessoa infectada.   

 

 

 

A cada ano, são mais de 2 milhões de casos apenas no Brasil. Além disso, estima-se que mais de 90% da população adulta esteja infectada. Causada por um herpes-vírus (Epstein-Barr), a infecção acontece normalmente na infância, mas na maioria dos casos não se manifesta.

 

 

 

Com a melhoria das condições de higiene da população, a infecção tem ocorrido cada vez mais tarde, e com mais força, aumentando o risco de gerar tipos mais graves da doença, como as que podem atingir o sistema nervoso, como meningite e encefalite.   

 

 

 

Os sintomas mais característicos são febre alta, dor de garganta, ínguas, além de mal estar, dor de cabeça, dores musculares e náuseas, além de pele avermelhada e inchaço ao redor dos olhos. Em alguns casos, fígado e baço também podem inchar. No entanto, muitas vezes não há sintomas – fica-se sabendo da infecção após a realização de algum exame de sangue específico.

 

 

 

Enquanto o diagnóstico é baseado em exames clínico e de sangue – o profissional identifica os sintomas e teste sanguíneo confirma ou não a doença -, o tratamento ataca os sintomas. Isto é, procura aliviar a febre e a dor, além de recomendar repouso. Ou seja, a doença do beijo tem cura, desde que as instruções médicas sejam seguidas corretamente, incluindo ainda ingestão diária de 2 litros de água e gargarejos de alta salgada para a dor de garganta.

 

 

 

Portanto, além do tratamento normal para evitar que a doença progrida, é importante manter a rotina de higiene bucal e as visitas regulares ao dentista. Ter dentes sadios é sinônimo de corpo (e mente) são.    

 

 

Ernani Caporossi é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, MBA em Gestão em Saúde, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da Academia Brasileira de Osseointegração (ABROSSI) e da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBRO).




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