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Opinião / WILSON FUÁ
10.08.2018 | 08h51
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De volta à pátria espiritual

Os idosos geralmente projetam o futuro bem como suas realizações na perspectiva familiar que o cercam

Quando as pessoas  envelhecem  se tornam introspectivas e se voltam para o passado, tentando de alguma forma reativar e usufruir de toda beleza e alegria  “experenciada” no tempo passado, buscando desenvolver  recursos internos para enfrentar o futuro, que  traz  em si,  a incerteza e a verdade existencial que limita e delimita as novas etapas futuras.
                 

Os idosos  geralmente  projetam o futuro bem como suas realizações   na perspectiva familiar  que o cercam: na pessoa  dos filhos,  netos, bisnetos, buscando identificar e alcançar seus objetivos, realizações e satisfações  nos  projetos de  vida  traçados  pelos entes familiares próximos.                 

Apesar da morte constituir um fato natural, certo, inevitável, comum e indistinto a todos, ninguém se prepara para recebê-la

               

Para os idosos, a  sensação é que a caminhada pode ser interrompida  a qualquer tempo em função  do extenso percurso decorrido. Assim,  frente ao tempo limitado que se apresenta, passam a olhar   em  direção à  janela do passado, revendo  fatos importantes  e se alimentando de experiências  que  geralmente  os motivam e conferem  mais sentido ao seu  caminhar. Quase sempre vivem de retrospectivas, fixos às  experiências que deram mais sentido a sua vida, tentando dessa forma driblar  os desafios impostos  pela idade e  que se ampliam  dia após  dia. 

               

Apesar da  morte constituir um fato natural, certo, inevitável, comum e indistinto a todos, ninguém  se prepara para recebê-la.  O medo  do desconhecido e da derradeira  viagem desencadeia as  sensações   de inseguranças  e apegos que prejudicam a caminhada espiritual das pessoas.

           

Apesar dos   “reencarnacionistas” defenderem a tese que a vida não se acaba com a morte, e que a libertação  do corpo material é apenas uma passagem e que a vida prossegue, mas comumente  se observa,  que na realidade ninguém esta preparado para dar esse passo, de retorno definitivo  à   pátria  espiritual.

WILSON CARLOS FUÁ é economista e especialista em Recursos Humanos




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