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Opinião / ROBERTO DE BARROS FREIRE
19.05.2017 | 07h00
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Crise política: a cada dia uma nova

Difícil avaliar o descrédito com a política que as pessoas comuns estão sentindo

É difícil avaliar o descrédito com a política que as pessoas comuns estão sentindo. A cada amanhecer uma nova revelação de artimanhas, negociatas, compras e vendas de pessoas que pega quase todo espectro político nacional.

 

Poucos partidos políticos escapam das negociações, e os que não estão citados diretamente, talvez, só não estejam porque não tiveram oportunidade de serem literalmente comprados, como são nossos políticos, ou pelos menos a sua grande maioria.

 

E não há saída, não com esses políticos, quase todos sob suspeita, sendo investigados, incapazes de serem republicanos, lutando apenas para permanecerem no poder e manter as regalias que ele permite, por leis votadas por esses mesmos políticos miúdos, que pensam mais em si, do que no povo, ou no bem comum.

 

Difícil avaliar o descrédito com a política que as pessoas comuns estão sentindo

Temer me parece morto, ainda que não esteja enterrado. O congresso sem autoridade moral ou política, deverá eleger alguém que dificilmente terá qualquer legitimidade, mesmo se respeitando as leis.

 

Ficar com Temer é inviável, imoral, repugnante. Ter Rodrigo Maia como presidente temporário será um horror, e aquele que sair da fornalha do Congresso, só por ter alguma intimidade com esses políticos, desmerece qualquer respeito, não terá autoridade alguma, seja sobre a população (que não o escolheu) seja sobre os Congressistas (porque o escolheu e lhe deve subserviência).

 

Nossos políticos não têm grandeza, não possuem tão pouco alguma sabedoria, não são republicanos, não tem sensibilidade para perceberem o momento histórico. Tivessem alguma dignidade e honestidade renunciariam coletivamente: a maioria por terem feito o mal, e a pequena minoria por não terem impedido a feitura do mal dos demais.

 

O congresso longe está de ter alguma solução ao país, é antes um dos seus mais graves problemas, pois legisla mais em causa própria do que para a nação.

 

Minha sugestão é que não se reeleja nenhum dos políticos atuais ou passado, apenas rostos novos sem compromisso com os coronelismos políticos antigo, secular. Corremos o risco de colocar pessoas piores do que as atuais? Sempre é possível, mas a avaliação que faço, é que dificilmente seremos mais mal representados do que atualmente nos encontramos.

 

Os partidos não representam senão seus interesses próprios e mesquinhos por nacos do poder. A confiança nacional que já não era grande, agora me parece uma desconfiança coletiva nas autoridades governamentais. Seria necessário um novo pacto nacional, o que os políticos não querem.

 

Roberto de Barros Freire é professor do Departamento de Filosofia/UFMT




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