ENQUETES

O que Cuiabá deveria ganhar de presente de aniversário?

PUBLICIDADE

Opinião / ONOFRE RIBEIRO
27.12.2017 | 06h30
Tamanho do texto A- A+

Contraponto em vez de oposição

O confronto dos últimos anos pela bipolarização entre esquerda e direita serviu apenas para destruir diálogos políticos

Há algum tempo, tive a oportunidade de um encontro com jovens lideranças do partido Rede, em Cuiabá.

 

A ideia era uma conversa mais ou menos sem pauta. O tom da conversa seria dado pelo próprio andamento da conversa. E foi assim mesmo.

 

A abordagem inicial foi a crise política, econômica e ética que o Brasil atravessa.

 

O passo seguinte foi conversar sobre a reconstrução do Brasil, via uma nova ética e esta via uma nova política. Mas, política significa dizer partidos políticos.

           

Em se tratando de partidos, coube discutir o papel do Rede no contexto. Claro que as discussões caminham segundo as provocações. Que não foram poucas.

A se manter a polarização nos próximos anos, o Brasil não sairá do atoleiro atual e os partidos políticos continuarão servindo de lata de lixo

 

Na sequência da avaliação dos partidos, vieram naturalmente as condenações aos atuais partidos e ao seu comportamento predatório dos recursos públicos e da ética.

           

Só essa abordagem já daria discussão de quilômetros. E deu.

           

A certa altura, veio a discussão sobre o papel de ser oposição neste momento de transição. Foi quando surgiu a tese do contraponto.

 

Seria o papel da nova oposição nesse mecanismo de reconstrução da política, da ética e dos partidos políticos.

           

O confronto dos últimos anos pela bi-polarização entre esquerda e direita, conduzido ao modo tupiniquim, serviu apenas pra destruir diálogos políticos. Tão necessários à democracia. 

 

A se manter a polarização nos próximos anos, o Brasil não sairá do atoleiro atual e os partidos políticos continuarão servindo de lata de lixo.

           

No lugar do confronto, viria a dialética na sua mais simples fórmula: tese versus antítese, resultando na síntese.

 

Ao contrário de hoje, quando tese não fala com a antítese e as duas caminham inimigas e eternamente divergentes.

 

O contraponto seria a simples dialética: uma ideia em discussão frente à outra. Ambas respeitando os seus pontos de convergência e a finalização na síntese que seria o contraponto.

           

Contraponto seria, portanto, cooperação intelectual e não divergência burra de pontos de vista radicais baseados em ideologias ou noutras discussões menores que só diminuem de tamanho a política.

           

Nosso encontro terminou tarde, e pareceu que a tese do contraponto prevaleceu. Entre lideranças jovens é fácil.

 

Mas no geral, entre lideranças velhas, só Deus sabe quando dará certo.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br 




Clique aqui e faça seu comentário


0 Comentário(s).

COMENTE
Nome:
E-Mail:
Dados opcionais:
Comentário:
Marque "Não sou um robô:"
ATENÇÃO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do MidiaNews. Comentários ofensivos, que violem a lei ou o direito de terceiros, serão vetados pelo moderador.

FECHAR

Preencha o formulário e seja o primeiro a comentar esta notícia

Leia mais notícias sobre Opinião:
Abril de 2018
20.04.18 08h32 » Agricultura sem veneno!
20.04.18 08h31 » Agradeço aos clientes chatos
20.04.18 07h55 » Confusão no tabuleiro
20.04.18 05h13 » Antigos garimpos e empregos
20.04.18 05h10 » O lirismo de Dona Ivone Lara
19.04.18 08h30 » Eleições e crise
19.04.18 08h08 » Ser só, sermos tantos
19.04.18 08h08 » De semente
19.04.18 08h07 » Fechando o cerco
19.04.18 05h05 » Suprema esculhambação

1999-2018 MidiaNews - Credibilidade em Tempo Real - Tel.: (65) 3027-5770 - Todos os direitos reservados