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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
12.07.2018 | 08h13
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Construir ou reconstruir

Existe uma guerra e o Brasil ainda está na fase dos bombardeios. Não acabou a destruição

Ninguém duvida que conseguimos destruir o Brasil nesses primeiros 18 anos do século 21. Foi o equivalente a um casarão velho cheio de puxadinhos e mal conservado que as gestões petistas conseguiram derrubar.

 

Fizeram um favor em destruir um país velho como o casarão citado. Mas poderiam ter feito favor maior se tivessem um projeto de construção no lugar. Aliás, esse era o propósito inicial. A destruição foi pelo absoluto acaso da ignorância da tarefa e a reconstrução não estava nos planos.

Contudo, a grande questão que se coloca pro próximo governo a ser eleito neste ano, não é a de reconstruir

 

O fato é que não havia projeto algum. Nem de derrubada e nem de reconstrução. Contudo, a grande questão que se coloca pro próximo governo a ser eleito neste ano, não é a de reconstruir. Aqui justifica estabelecer uma diferença filosófica crucial entre construir e reconstruir. Reconstruir significa recuperar o casarão antigo. Construir significa um projeto novo pro mesmo lugar. Mas em outros moldes arquitetônicos, urbanísticos, com melhores funcionalidades e absolutamente renovado.

 

Tomo a liberdade de voltar a um assunto já abordado aqui. A segunda guerra mundial. Aliás, esse assunto sempre me fascinou e acabei por estudá-lo com alguma profundidade. Quando a Alemanha invadiu a França em 1940, iniciou-se a destruição da capital francesa. Primeiro vieram os aviões lançando milhares de bombas. Destruíram as casas, as ruas, as praças, as igrejas, as escolas, os hospitais e todas as referências físicas tradicionais onde vivam e conviviam as pessoas.

 

Depois vieram os pesadíssimos tanques “panzer” alemães e destruíram tudo o que ficou de pé. Por fim, veio a infantaria, matou, violentou e destruiu as pessoas que sobreviveram às bombas.

 

Em 1945 a guerra acabou. Terminou a destruição. Começou a construção de uma nova cidade. Projeto novo muito maior do que a simples reconstrução. Durou até por volta de 1970 a nova construção de Paris e das principais cidades europeias como Berlim e Londres, destruídas durante a guerra. Elas se reinventaram!

 

O Brasil ainda está na fase dos bombardeios. Não acabou a destruição. Ela não se dá no plano físico das bombas. Mas numa lenta e programada destruição conduzida com extrema competência pelo Estado brasileiro. Através de suas instituições dos poderes executivo, judiciário, legislativo, ministério público e pelos corporativismos gerais que passam pelo funcionamento de toda a máquina pública e privada.

 

Quando acabar a fase dos bombardeios, que ainda levará alguns anos, espera-se que comece a construção da nação. Não mais nas bases antigas. Mas uma construção com projeto novo e funcional, moderno, respeitável e sustentável. Reconstruir seria voltar ao passado.

 

Uma nota dolorosa: não será na minha geração!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Cuiabá




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aloísio  14.07.18 11h33
Quando o Brasil teve um projeto de (re)construção? Talvez, o primeiro pilar de (re)construção desse país seja a REVOLTA, no sentido mais digno da palavra, assim como dizia o arcebispo sul-africano Desmond Tutu: “até uma minhoca se REVOLTA”. Esse país merece essa REVOLTA contra a pseuda classe política, pseudo judiciário e outros pseudos dessa nação. Até quando o brasileiro “comum” terá que suportar essa brutal desigualdade social, esse brutal descaso com o que é público, esse estado de narcotráfico (em todos os sentidos) ... REVOLTA JÁ! Sem Bolsonaro, sem Aécio, sem Blairo, sem Taques, sem Lula, sem Escola sem Partido, sem Marina, sem Alkmim, sem Moro, sem Gilmar Mendes, sem mst ... são muitos filhos dessa pátria criando seu estado privado, suas próprias leis e moedas. Não dá mais ...vamos passar um baygon nessa gente ...
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