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Opinião / HÉLCIO GOMES
16.07.2017 | 06h35
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Conquistar a felicidade

A tristeza, aflição etc. ou enfermidade do tédio frente ao prazer não resiste ao mundo não vulgar

O livro bíblico de Jó traz dificuldade comezinha para se entender a natureza da aprendizagem do amor. Não se pode tomá-lo como cruel aposta, que vitima inocentes.

 

Deveria chamar-se o livro do treinamento para bem viver. Afinal, não há evolução sem sofrimento. Não se trata de apologia à dor, mas que a superação da dor provoca evolução. Eis a regra filosófica de Jó.

 

Na psiquiatria há outra lição igualada no reverso. Freud dizia que se reduzisse o homem à privação extrema, ele perderia sua casca de espiritualidade e exporia sua integral natureza comportamental (bicho). Aqui Vicktor Emil Frankl, psiquiatra de igual importância, nunca aceitou tal teoria.

 

Emil com sua experiência de campo de concentração nazista e por ter assistido judeu, cigano e gay, que poderia ser classificado como medíocre, elevando-se à dimensão de santidade dizia que o humano em suprema privação pode gerar generosidade absoluta.

 

Enfim, sacrificar-se ou evitar a desolação nos outros fragilizados. Agir por convicção de fazer o que acha certo fazer sem esperar recompensa. E despir do egoísmo prejudicial e desespero inútil de animal em matadouro.

É na desolação que encontramos a bem-aventurança. Grandes poetas já anteciparam que a salvação do homem está na prática do amor

 

Viktor no campo de concentração de Türkheim, na mais terrível condição e já muito doente, desenvolveu sua tese central sobre o sentido da vida. Inovou método clínico (terapia do discurso).

 

A logoterapia, que explora mais o sentido existencial e dimensão espiritual como tratamento psicológico válido. Dizia ele que o mundo sem sofrimento não faz sentido.

 

Nada a superar ou aprender apenas traz comodidade, que cria diabinho mimado ou despossuído de caráter moral. Ou ser humano infeliz.

 

A natureza humana é realmente indefinida. E não conflita com a transcendência ou no ir além dos círculos de interesses, que são vitais na teoria freudiana e capitalismo.

 

Ademais, ninguém suporta ficar por muito tempo sem sentido na própria vida sem adoecer. A mente necessita de objetivo. Dever no mundo a cumprir. Embora não exista regra uniforme para tal. Além de muitas formas para ser feliz. Mas todas antecedidas por árduos desmontes de valores inutilmente arraigados.

 

É no enriquecer da inteligência (sabedoria) que se cura o cérebro psicologicamente adoentado. A psiquiatria de Emil insiste sem bravata no que vale e não vale viver.

 

Ressalta-se que ninguém inventa sentido abstrato para própria vida. Afinal, o sentido não se molda pela mente, mas a mente por ele.

 

É na desolação que encontramos a bem-aventurança. Grandes poetas já anteciparam que a salvação do homem está na prática do amor.

 

Há doenças criadas por fatores físicos e biológicos, cujas escolas psiquiátricas tradicionais estão mais aptas.

 

Mas a maioria das enfermidades mentais é de ordem de vivências fúteis, que deve receber tratamento com conteúdo filosófico. Até mais fé religiosa ao que crer. E menos artifício de medicamento.

 

A tristeza, aflição etc. ou enfermidade do tédio frente ao prazer não resiste ao mundo não vulgar.

 

A gente não nasce para ser feliz, mas aprende a ser feliz. Ou afasta com sabedoria a mediocridade infernal, que nos espreita e prejudica.

 

Aqui como está implícito no livro de Jó é preciso reduzir toda a ilusão a pó e conquistar nosso pedaço merecido de felicidade.

 

HÉLCIO CORRÊA GOMES é advogado em Cuiabá.




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