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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
01.12.2017 | 06h30
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Ciclo virtuoso

Taques precisa ter apenas cuidados para não derrapar em brigas desnecessárias e inúteis

Os governantes costumam ser atingidos por fatos aleatórios, e esse acaso faz deles heróis ou vítimas.

 

O governador Pedro Taques está a um passo de reentrar num novo ciclo virtuoso.

 

Eleito em 2014 com imenso apoio popular, entrou em seguida numa onda ruim, iniciada na briga com os servidores públicos pela concessão da RGA, em 2016.

 

Inexperiente em lidar com crises políticos, interpretou errada uma série de situações.

 

No final, depois de muito sofrimento político, de greve e de desgastes, concedeu a RGA, mas não reconquistou o prestígio anterior.

 

Seguiram-se atrasos no repasse do duodécimo dos poderes e os desgastes aumentaram.

Se o governador mantiver uma boa condução política, daqui até o meio do ano que vem, terá consolidado um importante prestígio político e popular.

 

A Assembléia Legislativa também andou derrapando na relação entre os dois poderes.           

 

O governador entrou 2017 bastante desgastado. Associou-se o agravamento da crise financeira no Estado, e falar em dinheiro passou a ser a oração de todos os dias.

 

Um segundo desgaste se deu na discussão da RGA de 2017, mais ameno do que o de 2016.

 

Depois, veio o parcelamento dos salários dos funcionários públicos, ainda que por breve tempo.

           

Apertado contra a parede, duas jogadas salvaram a trajetória do Governo e podem dar à gestão a entrada num ciclo virtuoso, no seu último ano.

 

A aprovação da PEC do Teto de Gastos melhorou a relação com o Poder Legislativo e deu-lhe fôlego pra pensar a gestão do seu último ano, em 2018.

 

Com a economia de R$ 1 bilhão e 300 milhões, poderá regularizar repasses aos poderes, salários, pagar fornecedores e anunciar planos de investimentos. E poder conter aumento de despesas administrativas.

           

No final do ano, a liberação de R$ 390 milhões do FEX, mais R$ 110 milhões da Conab, dão-lhe o fôlego pra acertar as principais contas do ano estancar a sua área mais sensível: a da Saúde.

           

Soma-se a isso sua recente viagem à China, onde percebeu a importância estratégica de Mato Grosso, num dos cenários mais promissores dos próximos anos: China, India e Indonésia, que terão a metade da população mundial.

 

Todas interessadas em comida. Logo, também dispostas a investir em agroindústrias e infraestrutura pra ter esse abastecimento.

           

Se o governador mantiver uma boa condução política, daqui até o meio do ano que vem, terá consolidado um importante prestígio político e popular.

 

Apenas cuidados pra não derrapar em brigas desnecessárias e inúteis.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br   

www.onofreribeiro.com.br




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