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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
09.07.2018 | 08h00
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China que vem aí

O processo de globalização mundial vai assumir caras novas

Estão no ar as possíveis futuras relações do Brasil com a China. Em especial no campo de alimentos, de água, de oxigênio, de outros recursos naturais e minerais. Depois disso conversei com o amigo Serafim Carvalho, Melo, geólogo e presidente do DNPM, órgão federal da área mineral em MT. Ele disse-me que nos próximos meses o Grupo Votorantim iniciará no polo de Aripuanã exploração que atingirá uma série de minerais estratégicos.

 

Fato de importância extraordinária que passa completamente ao largo do conhecimento ou do planejamento do governo estadual. Claro que o governo de MT arrecadará impostos. Um governo não pode se limitar somente a isso em questões tão estratégicas. Mas o projeto de Juína será apenas num nesse campo novo que vai explodir em Mato Grosso.

 

É bom termos medo da China. Eles tem um desafio: encontrar comida, minérios, madeira, oxigênio e água onde houver. Não importa a que custo

Vamos ao geral. A China, com 1,4 bilhão de pessoas, a India com outros 1,4 bilhão, mais Malásia, Indonésia, Tailândia, Filipinas e Myanmar, principalmente, terão em 2050 metade da população de 9,73 bilhões estimados pela ONU. Hoje a China com grande população rural, tende a urbanizar-se. A India tem um imensa população nas aldeias que tende a se urbanizar. E os países menores citados, nenhum tem área de produção alimentar pra atender à sua demanda futura em consequência da influência econômica dos vizinhos maiores.

 

O processo de globalização mundial iniciado depois do fim da União Soviética vai assumir caras novas. Países poderosos como EUA, China, Rússia e Japão, tendem a mudar de cara frente ao mundo. Mas todos tem em comum problemas internos de natureza econômica, social, étnica ou religiosa.

 

O Brasil tem amplo espaço nessa área pelos seus potenciais. No artigo que escrevi uma série de pessoas saudaram o que chamei de colonização chinesa sobre o Brasil. Tenho estudado sobre China há alguns anos. Um perigo porque sua colonização seria dentro da sua ética oriental complicadíssima. E pegaria um Brasil sem rumo, politicamente fraco e com educação e tecnologias vergonhosamente infantis.

 

É bom termos medo da China. Eles tem um desafio: encontrar comida, minérios, madeira, oxigênio e água onde houver. Não importa a que custo. Mesmo que seja um imperialismo ao modo deles. Quem duvida, entre no youtube e procure vídeos sobre o poder da China. Vai levar um susto. Se duvidar, leia mais. Este deveria ser um tema pras pobres discussões eleitorais neste ano.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso




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