Cuiabá, Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ULYSSES MORAES
05.12.2018 | 07h02 Tamanho do texto A- A+

Chega de mais impostos!

É preciso desonerar o setor produtivo, seja o agro, a indústria ou o comércio

Do que se lê e se do que se percebe no dia-a-dia, é que o país está em crise, na verdade, posso afirmar que é mais de uma, cito aqui duas: moral e a financeira.

 

Quanto a crise moral, nos últimos anos em face da impunidade, se instituiu no país “o levar vantagem” não importa do que ou de quem, o egoísmo e o olhar para o próprio umbigo já são quase regra na sociedade. No meio político já é regra, além da imunidade parlamentar e prerrogativas de foro, que são uma vergonha e tem que acabar.

 

Nesse caso é preciso investir na educação como um todo e aplicar as leis com rigor, doa a quem doer. Os marginais precisam se pagar, deixar de ser um peso para os cidadãos de bem e trabalhadores.

 

Para que futuras gerações sejam melhor preparadas, é necessário urgentemente refazer os currículos escolares, com matérias optativas, como moral e cívica, introdução de direito constitucional, direito do consumidor, estimular a pesquisa, sobretudo resgatar a disciplina e respeito, bem como remunerar dignamente os professores.

A crise financeira do estado e do país não pode simplesmente ser transferida para quem gera emprego e renda. O problema, além da corrupção, está na ineficiência do Estado, que usa meios arcaicos para cobrar, receber o que lhe é devido

Quanto a crise financeira, dentre as causas que levaram o Brasil a esse patamar está a corrupção que subtraiu e desviou milhões de dinheiro. É a maior causa do rombo nas contas públicas.

 

Para que o país volte a crescer, é preciso fechar a torneira da corrupção com rigor, fazer os ajustes na máquina pública e propiciar melhores condições para quem gera emprego e renda.

 

Diferentemente de alguns políticos, que defendem a taxação do agronegócio, e de outros setores produtivos como a solução para todos os males, defendendo a interferência estatal no mercado, limitando a exportação, ou a taxação de qualquer segmento que seja, com o devido respeito, no nosso entender estão na contramão do progresso, ora, qualquer aumento de tributação ou regulação de mercado sobrará nas costas do povo, seja com raspasse para o preço final ou quando este não é possível, desestimulando o crescimento da economia e gerando desemprego.

 

De certo que é inegável e está nas mídias nacionais a eficiência da gestão dos agropecuaristas, comerciantes e industriais, que mesmo nas adversidades de uma logística péssima, estradas quase intransitáveis e portos sucateados, além do alto custo dos impostos e burocracias, nos últimos anos vem salvando o Brasil de uma crise maior. Isso é verdade.

 

Pelo contrário, é preciso desonerar o setor produtivo, seja o agro, a indústria ou o comércio, qualquer atividade do campo ou da cidade, deixe que sejam eficientes. O estado precisa é deixar de atrapalhar! 

 

A crise financeira do estado e do país não pode simplesmente ser transferida para quem gera emprego e renda. O problema, além da corrupção, está na ineficiência do Estado, que usa meios arcaicos para cobrar, receber o que lhe é devido. Os impostos e taxas são muitos altos, o que incentiva a ilegalidade.

 

Ora, todo ano tem um tal “refis”. Isso é “mamão com açúcar”, os brasileiros deixam para pagar a dívida anos depois, sem juros, sem multa e ainda parcelam, sendo que ainda tem a possibilidade de suas dívidas estarem prescritas, isso é ótimo, basta ver as filas todos os anos, nos mutirões.

 

Hoje no estado de Mato Grosso existe milhões em créditos para serem recebidos que estão prescritos, e outros que estão quase lá, sem falar dos outros milhões que estão na justiça. Portanto, o que se precisa é modernizar, através de soluções tecnológicas, fazer uma integração digital entre os poderes, e as secretarias, diminuir papel, acabar com exigências de reconhecimento de firmas e autenticações.

 

Os políticos precisam incentivar, estimular o desenvolvimento tecnológico sustentável, esse modelo de postos fiscais nas chamadas barreiras, é um atraso. São filas quilométricas de caminhões parados, o que é vergonhoso e gera, a ira nos motoristas e empresários, estimulando a sonegação.

 

Desburocratizar, simplificar a papelada absurda e desnecessária, incentivar o livre comércio, a concorrência sadia, acabar com os monopólios, oligarquias, isso sim, deve ser desenvolvido, elaborado.

 

A economia precisa girar em torno do bem comum, que é a satisfação do povo. Simplificação e melhor aplicação do dinheiro público deve ser a meta do governo.

 

Ao longo dos anos, o atual modelo de gestão está sufocando a inciativa privada, de sorte que é preciso implementar uma economia de livre Mercado.

 

O atual modelo de gestão comprova que altos níveis de regulação estatal geram mais monopólios e empresas cada vez maiores e preços muito mais altos.

 

Aumentar impostos como solução, para o caos que se encontra o estado é admitir a propria incompetência.

 

ULYSSES MORAES é advogado e deputado eleito.




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6 Comentário(s).

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Naime Márcio  05.12.18 17h35
PARABENS ao ilustre e jovem deputado. A questão de mais impostos é preocupante, pelo que sei, há políticos descontentes com os agropecuaristas que não os ajudaram na campanha e agora querem se vingar, esse é um ponto. A situação do estado de Mato Grosso é muito grave, mas o ilustre Deputado Ulysses mostrou o caminho para arrecadar, que é modernizar a forma de cobrança, que hoje está ineficiente, isso é uma verdade. Outra verdade que ele falou é que mais impostos seja para qualquer segmento vai sobrar para o povo pagar, ou alguém aí acredita que os barões do agronegócio vão diminuir seus lucros... certeza que não. Portanto, concordo e aplaudo do jovem deputado, primeiro fechar a torneira da corrupção e ao mesmo tempo aprimorar a eficiência do Estado na cobrança dos imposto para diminuir a sonegação, porque, não é só marajá que sonega é quase todo mundo, é só ter a brecha para passar a pena no governo.
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JUSTO VERISSÍMO  05.12.18 14h10
Para bom entendedor, esse simplesmente é mais um que se diz novo que foi eleito para defender a turma do agronegócio. Não é chega de mais impostos e sim lutar para tirar os impostos embutidos nas tarifas publicas como luz, água e combustíveis.
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Jean Barros  05.12.18 11h36
Analise totalmente politica e rasteira, sem nenhum dado técnico... a opinião de um representante popular precisa ser mais embasada...triste realidade do nosso parlamento
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ERICO DE MELLO  05.12.18 11h13
Concordo e parabenizo o autor. Quem sustenta União, Estado e Municípios é o trabalhador consumidor. Mais de 80% dos impostos vem do consumo de combustível, energia, telecomunicações e serviços demandados. Faz-se de conta que o Brasil não tem concentração de renda e tributa-se cada vez mais (indiretamente) a cada vez menor massa salarial. Regressividade é a regra.
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edson  05.12.18 10h55
simples....fala se em gerar emprego e renda e vao taxar quem produz.estado paga muito bem servidores.vamos reduzir salarios de acordo com iniciativa privada
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