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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
11.03.2018 | 08h00
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Cenários para a eleição

Apresento cinco possibilidades de arranjo político para o pleito de outubro deste ano

Há um mês o cenário eleitoral pra 2018 em Mato Grosso era simples e direto. Hoje é muito mais complicado e promete complicar muito mais até o fim deste mês de março. Parecia claro: Pedro Taques pra reeleição, Blairo Maggi senador, Carlos Fávaro vice-governador. O mais giraria em torno da segunda vaga de senador e das suplências de ambos.

 

Hoje nada disso faz mais sentido. Vou tentar alinhar abaixo cinco possíveis cenários. Aviso, porém, que depois do dia 31 deste mês tudo poderá mudar.

 

CENÁRIO 1-  Pedro Taques a governador. Carlos Fávaro, a vice-governador, Nilson Leitão e Jaime Campos a senador. Suplentes a discutir.

 

CENÁRIO 2 – Pedro Taques a governador. Carlos Fávaro e Nilson Leitão a senador. Suplentes a discutir.

 

CENÁRIO 3 – Mauro Mendes a govenador, em oposição a Pedro Taques. Vice-governador em aberto por ora, Jaime Campos a senador. Suplentes a discutir.

No cenário 5, sem Pedro Taques disputando a reeleição abre-se espaço pra reaproximação entre o grupo do DEM

 

CENÁRIO 4 – Welinton Fagundes a governador. Aqui cabe especular se coligado com a chapa do DEM, de Mauro Mendes e Jaime Campos. Vice-governador e senadores e suplentes a discutir.

 

CENÁRIO 5 – Pedro Taques não viabilize a sua candidatura à reeleição. Oportunidade pra Carlos Fávaro disputar o governo e abrir a vaga de senador pra Pedro Taques. Tudo o mais a discutir.

 

No cenário 5, sem Pedro Taques disputando a reeleição abre-se espaço pra reaproximação entre o grupo do DEM. Nesse caso, vitória certa das chapas de governador e de senadores. Parece o cenário mais provável. Mas haverá outra reengenharia de nomes e posições na disputa.

 

Aqui não existem muitos influenciadores externos, tipo o agronegócio. Aliás, melhor articulado na eleição anterior, nesta está se fragmentando e perdendo o seu foco político que deveria ser inevitável.

 

Seria um pecado deixar que a Assembleia Legislativa, por exemplo, fosse articuladora no processo eleitoral. Em decadência, não tem credibilidade pra opinar. A bancada federal de deputados também distanciou-se das formulações pra 2018.

 

Os cenários deverão se construir a partir dos acima citados.

 

Até porque, não existem muitos nomes com relevância.

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Cuiabá




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