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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
01.10.2017 | 06h30
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Ativismos corporativos

O jornalista Kleber Lima está sendo usado como ferramenta política entre poderes

No mês de maio, surgiu em Mato Grosso a ocorrência chamada de “grampolândia pantaneira”. Foi sucessivamente manchetes desde então. Cada hora, com uma cara.

 

Primeiro, foi a denúncia de violação de sigilos telefônicos. Depois, o envolvimento de oficiais e de ex-oficiais da Polícia Militar. Depois, entrou dentro de setores da Polícia Civil. Mais adiante, entrou dentro do Tribunal de Justiça.

 

Um pouco mais, passou pelo Gaeco e pelo Ministério Público Estadual. Num intervalo desses, passou pela Casa Civil do governo estadual. Foi estrada afora fazendo vítimas.

           

Pior. A cada nova vítima, as operações investigativas ganharam cada vez mais caráter político. Naquilo de pior que a política tem, que são as conspirações.

 

E, num certo momento, ficou claro serem conspirações inter-poderes. Velhas rixas antigas entre os poderes e as corporações saíram do armário e entraram dentro da operação.

           

Junto vieram ativismos políticos entre os poderes.

 

O Ministério Público, o Judiciário, principalmente, batendo de frente entre si e com o Poder Executivo. Qualquer cidadão mato-grossense está percebendo isso.

Pior. A cada nova vítima, as operações investigativas ganharam cada vez mais caráter político. Naquilo de pior que a política tem, que são as conspirações

           

Os últimos lances foram claros de uma guerra de ativismos corporativos. Uma série de prisões se sucedeu.

 

Duas fora de contexto: a prisão do ex-secretário de Saúde, Luiz Soares, e a do secretário de Comunicação, jornalista Kleber Lima.

 

Essas duas foram típicos ativismos corporativos. A primeira, pra registrar o confronto entre os poderes Judiciário e o Executivo.

 

Apesar de revogada na esfera superior, deixou o registro da crise e o aviso. A segunda, do secretário de Comunicação, atingiu o coração do Executivo.

 

Em meio às tempestades, o secretário Kleber Lima tinha um ativismo político de defesa do poder, como, de fato, lhe cabe.           

 

Retirá-lo naquela hora seria um tiro no peito do governador. Guerra declaradíssima.

 

Fonte: Ministério Público Estadual, por denúncia do procurador Mauro Zaque, pai do DNA da grampolândia e desafeto aberto do governador Pedro Taques.

 

Nesse caso, foram dois os recados no afastamento do secretário Kleber Lima: o MPE de um lado e o Judiciário de outro. Cada um deu o seu recado e mostrou as suas armas no duelo.           

 

Kleber Lima, independentemente dos pecados que possa ter, está sendo usado como ferramenta política entre poderes, que nesta operação dos grampos representam corporações ativistas em guerra política.

 

Guerra fratricida, onde quem perde é justamente a sociedade que os sustenta com os impostos pagos.

 

Tudo em nome da democracia...!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

JOÃO EDISOM DE SOUSA é sociólogo e professor em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br    

joaoedisom@gmail.com




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