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Opinião / RENATO PEREIRA
04.12.2017 | 08h05
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Assédio

Os machos de nossa espécie pouco valorizaram a inteligência, prestígio ou posição social de suas parceiras

O senso comum nunca foi bom conselheiro.

 

Agora, com a internet conectando todo mundo durante todo o tempo, ficou ainda mais fácil a divulgação de opiniões às vezes simplórias e mentirosas engolidas como verdades absolutas.  

 

Lembro-me disso por conta da onda de denúncias de assédio sexual que se alastrou pela  mídia.

 

Todos os os dias, ouvimos notícias de produtores de cinema, políticos importantes ou pessoas famosas que teriam molestado mulheres no passado.

 

Os casos remontam há 20/30 anos e estariam agora vindo a público porque os assediados, estimulados por denúncias de outras vítimas, resolveram também relatar seus dramas.

 

Não descreio desses fatos. Aliás, acho que os homens envolvidos, se culpados, devem ser punidos com rigor para inibir inaceitáveis atitudes de desrespeito às mulheres.

Não custa lembrar que, em alguns meios, principalmente políticos, artísticos (cinema, televisão) e de alto luxo, algumas mulheres costumam usar a beleza física para conquistar posições de destaque

 

O bom seria castrá-los a canivete e sem anestesia, mas a lei não permite.

 

Entretanto, não custa lembrar que, em alguns meios, principalmente políticos, artísticos (cinema, televisão) e de alto luxo, algumas mulheres costumam usar a beleza física para conquistar posições de destaque. 

 

Quem nunca ouviu falar do “teste do sofá”? Por certo, os homens não levaram todas essas moças à força para suas casas, motéis ou camarins. 

 

Houve sim, algumas vezes, uma troca consentida, onde uma entrou com a beleza física, e o outro, quase sempre mais velho, com poder, prestígio ou dinheiro.

 

Desde as cavernas, a mulher usou a beleza para convencer o homem a defendê-la dos predadores, prover alimento e proteger a prole.

 

Ela sempre soube que o homo sapiens é um animal sexualmente incontido e usou essa “fraqueza” em benefício próprio, o que é natural no  processo evolutivo.   

 

Também é verdade que as mulheres, de alguma forma, erotizam a inteligência, a força e o poder dos homens e, muitas vezes, ignoram sua idade e feiura em benefício da fama, luxo ou  posição social.

 

O contrário raramente acontece: normalmente, homens jovens não estão dispostos a encarar velhas feias, ainda que tenham poder ou riqueza.

 

Os machos de nossa espécie pouco valorizaram a inteligência, prestígio ou posição social de suas parceiras.

 

Por isso que a Melania está com o Trump, 25 anos mais velho e a  Marcela casou com o Temer, com quase o dobro de sua idade.  

 

De outro lado, ninguém estava interessado na Luiza Erundina, quando prefeita de São Paulo ou na Dilma, mesmo enquanto presidente da República.

 

Um ou outro jovem enfrenta uma velha rica ou uma artista famosa, mas quase sempre é mau-caráter buscando um ganho rápido.

 

É  necessário ter alguma reserva sobre as notícias de assédio sexual que inundam as redes sociais e a imprensa. Também não é conveniente atribuir culpa somente aos homens.

 

É possível que algumas (algumas, é bom reforçar)  mulheres que hoje estão acusando os homens tenham aceitado  o assédio em troca de um papel em um filme de ponta, uma promoção vantajosa ou uma vida de luxo.

 

Ou seja, para estas, o “sofá” pode não ter sido uma opressão machista, mas um lugar de troca de serviços sexuais por benefícios sociais.

 

Assim é perigoso comprar pelo valor de face todas (todas, frise-se) as acusações das supostas vítimas.

 

RENATO DE PAIVA PEREIRA é empresário e escritor em Cuiabá.

renato@hotelgranodara.com.br     




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