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Opinião / SHEILA MOLIN E ERNANI CAPOROSSI
11.08.2017 | 09h00
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Análise facial e diagnóstico em ortodontia

O profissional deve se aproximar das expectativas do seu paciente ao definir a melhora da estética facial e do sorriso

A Odontologia moderna tem seu sucesso associado à união sinérgica de todas as especialidades, sejam elas Dentística, Prótese, Cirurgia ou Ortodontia, para a construção de um sorriso saudável e estético.

 

Essa afirmação já foi comprovada por vários estudos que relatam que 80% dos adultos procuram tratamento ortodôntico para si ou para seus filhos por motivações estéticas, independente das condições estruturais e funcionais.

 

O profissional deve, por tanto, se aproximar das expectativas do seu paciente ao definir a melhora da estética facial e do sorriso como o principal objetivo do tratamento.

 

Para isso, a avaliação direta da face do paciente é um recurso muito importante de diagnóstico, a qual permite observar as características faciais harmoniosas e desarmoniosas, bem como o paciente é avaliado por si mesmo e pelas pessoas à sua volta.

A Análise Facial Subjetiva permite o estudo da avaliação estética realizada rotineiramente pela sociedade

 

Portanto, o ortodontista deve, ao início do tratamento, definir os objetivos e limitações do caso, estabelecendo um planejamento ortodôntico que dê ao paciente a melhor face e o melhor sorriso possíveis, esclarecendo ao paciente as possibilidades e limitações do seu caso, eliminando, dessa forma, expectativas irreais.

 

A Análise Facial Subjetiva permite o estudo da avaliação estética realizada rotineiramente pela sociedade. Os benefícios dessa nova visão da Ortodontia dependem, entretanto, do diagnóstico adequado do Padrão Facial.

 

O Padrão I é identificado pela normalidade facial. A má oclusão (substituir termo) nesse caso é apenas dentária não associada a qualquer discrepância esquelética.

 

Os Padrões II e III são caracterizados pela discrepância óssea entre maxila e mandíbula. Nos Padrões II a maxila é mais anteriorizada que a mandíbula e nos Padrões III a mandíbula está mais a frente, ou seja, existe um degrau sagital respectivamente positivo e negativo entre a maxila e a mandíbula.

 

Nos Padrões face longa e face curta a discrepância é vertical. (Conforme as imagens no final do texto).

 

Parafraseando o Prof. Dr. em ortodontia Leopoldino Capelozza Filho: “O que é possível conseguir, o que é razoável tentar e o que é impossível obter ?” (CAPELOZZA FILHO, 2004).

 

O que é impossível obter

 

Os pacientes classificados como esteticamente desagradáveis e apresentam discrepâncias esqueléticas, as quais necessitam de tratamentos que incluem muitas vezes cirurgias ortognáticas para corrigir o erro ósseo, normalmente grave.

 

O que é possível conseguir

 

Aqueles que não apresentam discrepâncias esqueléticas ou más oclusões (mal posicionamento dentário ou da mordida) com repercussão facial devem ser submetidos a tratamentos ortodônticos corretivos, associados a recursos de outras áreas envolvidas com a estética, que resultam em uma melhora da agradabilidade, pelo menos do sorriso.

 

O que é razoável tentar

 

Aos portadores de discrepâncias esqueléticas leves, que não impactam significativamente a estética facial, o tratamento ortodôntico é compensatório.

 

O ortodontista nesse caso não tem a intenção de corrigir a má oclusão, mas melhorar o posicionamento dentário para proporcionar ao paciente o melhor sorriso que ele pode ter, mesmo com o erro esquelético associado.

 

Portanto, a classificação da estética facial torna próximo o ortodontista, profissionais de outras especialidades e a expectativa do paciente além de oferecer parâmetros morfológicos importantes para o diagnóstico.

 

Um diagnóstico preciso com prognóstico sensato somado a um tratamento com metas terapêuticas individualizadas para conquistar o melhor resultado que o paciente pode alcançar, tanto em aspectos funcionais quanto estéticos, é essencial para o sucesso do tratamento ortodôntico.

 

Figura 1. Exemplo de perfil facial harmônico e desarmônicos.

 

 

 

Figura 2. Padrão facial I, II, III, Face longa e Face curta.

 

 

 

 

SHEILA LOURDES MOLIN é especialista em Ortodontia.

 

ERNANI CAPOROSSI é especialista em Dentística Restauradora e Prótese Dental, MBA em Gestão em Saúde, membro fundador da Sociedade Brasileira de Odontologia Estética (SBOE), da Academia Brasileira de Osseointegração (Abrossi) e da Sociedade Brasileira de Reabilitação Oral (SBRO).




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