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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
29.03.2018 | 08h00
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Ainda sobre gerações

Meu último artigo sobre o tema teve aprovações e reprovações, algumas grosseiras

Escrevi neste espaço o artigo com o título “Gerações da Mutação”. Ao lado de muitos questionamentos vieram aprovações e desaprovações. Algumas grosseiras mesmo. Essas são opiniões religiosas mais radicais e fazem parte das discussões.

 

Mas a verdade é que a entrada maciça da tecnologia dos computadores no fim dos anos 1990 e a partir da segunda metade dessa década a chegada a internet, o mundo transformou-se por completo.

 

Se considerarmos que tudo isso mudou completamente o mundo em menos de 20 anos, é natural que as pessoas ainda se sintam incrédulas ou perdidas.

 

Sem querer me aprofundar, recordo que as gerações que nasceram a partir de 2000 e logo em seguida entraram em contato com os smartfones, conectaram-se com o mundo das informações fora dos contextos anteriores da educação, das famílias, das religiões e das autoridades sociais.

 

É natural que hoje, com mais de 20 anos, elas não se submetam mais ao pensamento oficial vindo daqueles agentes sociais. O conhecimento da educação, por exemplo, está dentro do Google, onde elas buscam o que lhes interessa e já não desejam mais decorá-los por saber que estará sempre que quiserem. Logo, as suas cabeças estarão livres pra outras vivências. Elas vem de onde? Com os agentes sociais não se reciclaram, elas se agarraram nas chamadas redes sociais.

 

Ali elas interagem entre si, conversam, trocam informações e conhecimentos. E nessa interação ágil e volumosa, elas estão modificando a linguagem com figurinhas cada vez mais e mais modificadas. E com a redução das palavras a pequenas siglas tipo “msg”, “pq”,  “qq”, etc. Isso as distancia cada vez mais dos adultos. Fecham-se em si mesmas e reduzem o viver a monólogos supersimplificados. Os adultos bóiam.

 

Na medida em que cada vez mais eles se restringem a círculos de rede entre iguais, mas eles se distanciam do conceito de conhecimento e de autoridades que as gerações mais velhas conhecem.

 

 

Dentro desse ambiente esses jovens afundam cada vez mais em realidades digitais e virtuais. Logo, construirão o seu mundo. Aqui deixo a reflexão. O mundo deles será só deles!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista




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