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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
02.10.2017 | 06h30
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Ainda os militares no Governo

Direito de defender seus pontos de vista, todos tem. Mas a História sempre é grande conselheira

A cada dia ouço mais a defesa da volta dos militares ao Governo no Brasil. Direito de defender seus pontos de vista, todos tem. Mas a História sempre é grande conselheira.

           

Em 1964, os militares assumiram o Ggoverno no dia 1º. de abril, depois da derrubada do presidente João Goulart conhecido como Jango.

 

Nos dias, meses e anos seguintes tomaram uma série de medidas duras, completamente impensáveis hoje em dia. Vou citar algumas:

           

1 – fecharam o Congresso Nacional por tempo indeterminado

           

2 – através de ato institucional, uma invenção jurídica deles, cassaram o mandato parlamentar de dezenas de deputados federais e senadores adversários

           

3 – censuram o Poder Judiciário e fortaleceram o judiciário militar

Em 1964, os militares assumiram o Ggoverno no dia 1º. de abril, depois da derrubada do presidente João Goulart conhecido como Jango

           

4 – revogaram a Constituição de 1946, a melhor que o país já teve, e impuseram uma constituição com direitos restritos dos cidadãos e ampliou os direitos do Estado

           

5 – cassaram mandatos parlamentares sempre que achavam justificado, entre eles os apoiadores civis da tomada do poder por eles

           

6 – cassaram o mandato do ex-presidente Juscelino Kubitscheck

           

7 – exilaram do Brasil ativistas políticos de esquerda

           

8 – fecharam novamente o Congresso Nacional, cassaram mais mandatos e editaram uma lei eleitoral chamada Pacto de Abril de 1977, absolutamente totalitária

           

9 – em dezembro de 1968, editaram o Ato Institucional no.5. que tinha mais poderes do que a constituição e dava ao governo poderes ampliados

           

10 – censurou-se a imprensa e as artes

           

11 – haveria muita coisa mais a citar que não caberiam nos dias de hoje sem forte reação da sociedade.

           

Assumir pra governar nas mesmas condições políticas atuais seria impossível porque a formação militar não passa pela politica tradicional. Militares, por sua  natureza profissional ocupam espaços estrategicamente.

           

Fica, então, a quem defenda essa opção, a questão: aos militares interessa entrar para a política e governar no tabuleiro do xadrez de partidos, de corrupção sistêmica, de coligações podres, de corporativismo dos poderes e do funcionalismo público?

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeiro.com.br  

www.onofreribeiro.com.br




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2 Comentário(s).

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paulo rrricardo  02.10.17 18h22
O mesmo sistema tradicional apoiado na disciplina e hierarquia que os mantêm presos na grampolândia. Pela disciplina pela lei, pelo estado democrático de direito.
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antonio marco  02.10.17 15h54
Caro Onofre, justamente é o fato de existir tantos desmandos no País que um sistema tradicional apoiado na disciplina e hierarquia e que é a última reserva moral da sociedade, que é imperativo militar é que se cogita tal possibilidade contestada por V. S.ª. Caso contrário, se estivesse tudo funcionando como a máxima do dever-ser determina, de modo nenhum voltaria a essa hipótese. Além disso, como afirmar que irá ser repetidos o mesmo modus operandi de governar como o foi na ditadura?
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