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Opinião / WILSON CARLOS FUÁH
07.01.2017 | 09h30
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A transformação do político em administrador

O Prefeito terá muitos momentos onde deverá decidir sempre para os outros do que para si mesmo

A verdadeira transição de poder é realizada durante o mês de janeiro após a posse, pois o Prefeito Eleito terá todas as contas e contratos a sua disposição, e por isso, deve promover a auditoria baseada em dados reais e ação que faz parte da boa administração, ou seja, ter consciência do que está recebendo, e depois é “colocar a mão na massa” e começar uma nova gestão, deixando para as instituições (TCE/MT e MPE/MPF) fazer as investigações e promover todo tipo de auditoria sobre a gestão passada, por que: “o tempo urge e a caravana passa”.

 

Os itens do Plano de Campanha são compostos em projetos realizáveis em curto, médio e longo prazo, e alguns impossíveis de ser realizado, e diante da realidade da contextura do pensamento do candidato a Prefeito, é uma coisa bem diferente do Administrador Prefeito, pois agora terá que alterar a sua verdade sonhadora, pois terá que entender que o mandato não é um prêmio, mas uma dura missão, ter consciência que foi o escolhido para dar ao povo, o retorno da satisfação coletiva não só para aqueles que o elegeu, mas ainda terá pelo menos ¼ da população que o olhará com certo ranço, e destes virão as duras críticas e para alterar a realidade e tê-los e fazê-los a acreditar em novos momentos da nova administração pública, terá que trabalhar muito e realizar o que for possível, e ter criatividade para financiar o impossível.

Ninguém é o dono absoluto de toda a razão, pois, se não existisse a dúvida, não existiria a certeza, que, de uma maneira ou de outra, fará surgir à razão

 

Quatro setores são essências a vida da cidade: Saúde; Coleta de Lixo; Fornecimento de Água e Tratamento de Esgoto e Transporte Coletivo. Muitos dirão que esses serviços são terceirizados, mas por estar nas mãos de terceiros é que aumenta a responsabilidade do Prefeito, e em hipótese nenhuma devem ser jogadas as decisões nas costas da Agência Reguladora de Serviços Públicos, que nas suas atribuições: fiscalizar e regular as atividades de serviços públicos executados por empresas privadas, mediante prévia concessão, permissão ou autorização, mas a responsabilidade em administrar o fornecimento dos serviços essências a população cabe exclusivamente a Vossa Excelência o Prefeito, e essa prerrogativa constitucional é intransferível.

 

Todos nós sabemos que a Prefeitura não tem uma “fabrica de dinheiro” e que os demais itens do Plano de Governo deverão passar pela “Oficina de Planejamento” durante o primeiro ano, e começar a ser implementado a partir do 2º ano, se houver recursos próprios ou tentar viabilizar os projetos com recursos conveniados com o estado ou com a união, pois durante os 04 anos, o Prefeito estará diariamente transando com a adversidade continuadamente, mas é na crise, que fortalecemos e aprendemos que não somos sempre o dono da razão, por isso, devemos entender que a adversidade, não é uma coisa totalmente ruim, pois nos ensina a ter criatividade e saber escolher as nossas prioridades e acolher somente as prioridades coletivas.

 

O Prefeito terá muitos momentos onde deverá decidir sempre para os outros do que para si mesmo, e por isso, deve ter o entendimento que muitas vezes o que é certo para si, pode não ser certo para os outros.

 

Ninguém é o dono absoluto de toda a razão, pois, se não existisse a dúvida, não existiria a certeza, que, de uma maneira ou de outra, fará surgir à razão. Entre os frios números da receita e o número crescente da despesa, é que o Prefeito conhecerá as suas verdadeiras forças reais de decisões, pois é nesse momento que o administrador começa a andar sobre o terreno infértil, fazendo agir em conformidade com a realidade, pois terá que estar preparado para travar uma batalha justa em prol do bem comum, mas se agir como “político bonzinho”, estará transgredindo a realidade e diante de um simples vacilar, pode até perder o jogo da razão.

 

Se adiar as duras decisões ou acovardar, poderá avolumar os problemas, pois a todo momento será cobrado por algo que será inevitável, mas por ser inevitável, nada pior que adiar. O pior sofrimento, além do sofrimento espiritual, é o sofrimento moral, pois esses sentimentos podem ser até capaz de paralisar os passos certeiros em sua caminhada diária, pois a dúvida é a pior certeza de quem não se arrisca.

 

Os homens prudentes e responsáveis, sabem tirar proveito de todas as suas ações, mas a transformação do Político em Administrador Público, é processada diante das rotinas que são constituídas de decisões obrigatórias e necessárias, e agindo assim, com certeza colherá os frutos das realizações coletivas e que trarão benefícios para todos, deixando os ecos dos falatórios somente na saudade das campanhas eleitorais.

 

WILSON CARLOS FUÁH é Economista, Especialista em Recursos Humanos e Relações Sociais e Políticas.




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