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Opinião / JOSÉ LUIZ TEJON
14.11.2017 | 06h45
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A nova liderança do agronegócio

Há uma busca de valores e harmonia entre o crescimento da produção de alimentos e o mundo

O NAL – New Agribusiness Leadership, ou em português, Nova Liderança do Agronegócio, um novo conceito sobre liderança no agronegócio mundial inclui toda a sociedade, pois cada vez mais o alimento será sinônimo da saúde do futuro, não apenas humana, mas do planeta terra, e não haverá mais uma zona rural ou urbana, e sim uma só coisa: a vida.

 

 

Há uma busca de valores e harmonia entre o crescimento da produção de alimentos e o mundo devido aos rigores de preservação do meio ambiente, das condições de trabalho e do uso ético da ciência e tecnologia, onde os jovens estão retornando ao campo e as mulheres agora estão na liderança.

 

 

As novas propostas do NAL não estão mais contempladas nas visões da esquerda ou da direita, mas nas angulações ideológicas de condução da humanidade na terra a partir de generalizações da bondade e da maldade, já tão bem espatifadas pelos existencialistas, como por exemplo, Jean-Paul Sartre, filósofo, escritor e crítico francês, conhecido como representante do existencialismo numa celebre e eterna obra teatral chamada “O Diabo e o bom Deus”.

 

 

As novas lideranças do agronegócio não aceitam mais existirem no Brasil devido aos 80 milhões de hectares dados para a Reforma Agrária, onde nenhum dos seus assentados tem o título da terra (coisa de uma esquerda dinossáurica e parasitária da vitimização).

A ida ao futuro não será feita com a máquina do presente. Iremos ao futuro com uma nova liderança do agronegócio – que já nasceu – e está em vigor, só falta aparecer e assumir as posições…

 

 

A falta sensibilidade nos discursos da direita (achando que tudo se resolve pelas leis do mercado, pelo talento dos mais fortes) sugere ignorar a gigantesca massa humana da base da pirâmide do planeta, onde 70% da população detêm apenas 3% da riqueza. Os acordos da elite empresarial com o Estado significariam um mar de almirantes para o falso progresso.

 

 

As maldades bem intencionadas ou não praticadas, tanto por linhas políticas da esquerda ou da direita não nos servem mais. A lentidão e os maldosos sistemas falidos de governança não vingarão nos próximos dez anos.

 

 

Quanto o Brasil estará produzindo de grãos, carnes, celulose, hortifruticultura, agroenergia, fibras, borracha, cacau e café em 2030?

 

 

Aproximadamente três vezes mais do que hoje. E sua agroindústria, competindo com chineses, indianos, vietnamitas e americanos, como ficará? Qual será a área “agricultável”? Com certeza na mesmíssima área usada hoje, porém, não será preciso desmatar mais nada, pois temos abundância naquilo que já desperdiçamos.

 

 

Não poderemos tolerar 80 milhões de HA com Reforma agrária improdutiva, nem 100 milhões de áreas de pastagens degradadas; não iremos tolerar tudo isso com desperdícios (como o de 30% da comida jogada fora) sem o uso ético da ciência.

 

 

A ida ao futuro não será feita com a máquina do presente. Iremos ao futuro com uma nova liderança do agronegócio – que já nasceu – e está em vigor, só falta aparecer e assumir as posições… e isso precisará ser feito com a saída das velhas gerações.

 

Portas abertas para o NAL – New Agribusiness Leadership! Uma nova liderança do agronegócio, onde micro, pequenas, médias e áreas de grande escala serão compatíveis com uma nova era onde o predomínio será do valor da cooperação, e teremos nas cooperativas a dignidade capilar da legítima democracia, bem como a sociedade civil organizada na governança do que aparelhos estatais, onde até a China e seu partido comunista severo e rigoroso entenderam a importância de saber usar como ninguém o lado criativo e dsruptivo do capitalismo.

JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO é conselheiro fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) e Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM.




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