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Opinião / LICIO MALHEIROS
18.04.2017 | 08h30
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A lista oficial de Fachin

A corrupção exacerbada praticada por gestores públicos acaba na verdade, matando o sonho de milhares de crianças

Antigamente, quando se falava em  lista, pensava-se em: lista de casamento, lista de aprovados em vestibulares, lista de contratos, lista de consorciados contemplados e por ai vai. Infelizmente hoje, existe uma lista chamada, lista da vergonha, que tem como citados, 9 ministros, 29 senadores, 42 deputados federais, 3 governadores, 1  Ministro do Tribunal de Contas (TCU), prefeitos e ex-políticos, totalizando 108 nomes  investigados, na lista divulgada pelo relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.
 
O país está estarrecido, diante de uma vergonha nacional, chamada corrupção, que tomou conta do poder público, nas esferas: Federal, Estadual e Municipal, principalmente com deflagração da Operação Lava Jato.
 
É lamentável que nessa teia de podridão, roubos, falcatruas e ilicitudes, figurões do primeiro escalão da República de hoje e de ontem engrossem a lista de suspeitos de envolvimento com o esquema de corrupção investigado pela Lava Jato.

O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, divulgou a lista da vergonha, contendo 108 nomes de investigados

 
A segunda lista de Rodrigo Janot, já continha os mesmos nomes dos envolvidos, porém, a grande maioria dos citados tinha prerrogativa de foro privilegiado no STF, portanto, os nomes estavam sob sigilo, aparecendo somente a quantidade de pessoas cuja investigação é solicitada em cada pedido de inquérito.  
 
O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, divulgou a lista da vergonha, contendo 108 nomes de investigados, sendo: 9 ministros, 29 senadores, 42 deputados federais, 3 governadores, 1  Ministro do Tribunal de Contas (TCU), prefeitos e ex-políticos.
 
Os documentos entregues pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em março de 2017, ao Supremo, trazendo acusações de crimes como: corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, fraude a licitação, formação de cartel e caixa 2.
 
A delação premiada usada no âmbito jurídico significa uma espécie de “troca de favores” entre o juiz e o réu, tendo como premissa básica, informações importantes sobre outros criminosos de uma quadrilha, como é o caso dos envolvidos nesse esquema bilionário de corrupção.
 
Os delatores são: o doleiro Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Julio Camargo, Augusto Mendonça Neto, Lucas Pace Junior, Carlos Aberto Pereira da Costa, Shinko Nakandakari, Dalton Avancini e Eduardo Hermelino.
 
A corrupção exacerbada praticada por gestores públicos acaba na verdade, matando o sonho de milhares de crianças, que não conseguem estudar por falta de uma educação condizente, mata, nos leitos de hospitais, por falta de médicos, remédios e UTIs, mata nos modais de transportes, corrompidos por essas empreiteiras, que visam lucros exorbitantes, não se importando com as vidas das pessoas, construindo asfalto casca de ovo com péssima sinalização, aumentando à violência nos grandes centros urbanos; em síntese, a corrupção que se instalou em nosso país, mata mais que guerras históricas, que acontecem em todo o mundo.  
 
O mais interessante, nesse episódio nefasto e vergonhoso; é saber que todos os envolvidos, dizem ser  inocentes,  e o que é pior, nesses roubos aviltantes  e imorais,  as cifras roubadas e surrupiadas por eles, quando, o montante gira   em torno de 300 mil reais,  parece  troco, nesse mercado de corrupção, pois só se fala em bilhões.
 
Licio Antonio Malheiros é geógrafo (liciomalheiros@yahoo.com.br)



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