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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
30.05.2018 | 08h21
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A hora é de pacto nacional

As gestões petistas desmontaram o pouco que ainda restava do espírito de Nação

A paralisação dos caminhoneiros teve o seu papel dividido em duas partes. Uma a paralisação em si mesma e os seus efeitos econômicos. A outra os efeitos políticos e sociais. A mais relevante foi os efeitos políticos porque eles podem ser permanentes pra transformação do país. Vamos aos fatos:

 

1 – A Constituição federal de 1988 criou um Estado ingovernável a longo prazo. Não é presidencialista, nem parlamentarista ou monarquista. Inchou o Estado ao limite a abriu portas pra ele se inchar cada vez mais. Caro. Improdutivo. Agressor.

 

2 – Tirou a autoridade do presidente da República e doou-a ao Congresso Nacional. O Congresso imaginado na época seria limpo, filosófico e patriótico. Terminou sendo o que está aí;

 

3 – As gestões petistas desmontaram o pouco que ainda restava do espírito de nação. Mesmo aquele adotado na Constituição. A construção política depois de 1988 foi descendente. Piorou ao limite dos limites;

 

Nesse pacto de emergência, se faria a travessia pro fim da gestão Temer e de uma ponte ainda que passageira pro começo do próximo

4 – A gestão Temer é herdeira do antigo MDB e esgotou os seus propósitos éticos há muito tempo. Carrega o fardo petista. O mesmo se deu com todos os demais 34 partidos políticos. Nenhum representa a sociedade. O Estado foi assaltado ao limite pelos partidos, pelos seus políticos dirigentes e pelos seus projetos de poder político, econômicos e empresariais;

 

5 – Nesse ambiente houve o lance dos caminhoneiros. O governo Temer foi ferido de morte na sua fragilidade escandalosa. O que fazer, então?  Só resta um caminho: a urgente construção de amplo pacto nacional pra governança e pra que se ganhe o tempo necessário pra reconstruir um futuro minimamente sustentável. Como seria? Representantes do Congresso Nacional, dos partidos, do Judiciário, do Ministério Público, das Forças Armadas e das entidades da sociedade civil, e de notáveis juristas brasileiros. Nesse pacto de emergência, se faria a travessia pro fim da gestão Temer e de uma ponte ainda que passageira pro começo do próximo governo, até que se reconstrua a Constituição, se redimensione o Estado e se abra a porta pra um projeto de nação duradouro e sustentável.

 

Fora disso, o nosso futuro até o fim deste e dos próximos governos será de um sofrimento infinito na desordem que construímos e não podemos mais suportar.

 

Obrigado, caminhoneiros, pelo ponta pé inicial disso tudo!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso




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alvaro  03.06.18 17h26
Confesso que quando li o título do artigo "A hora é de pacto nacional", quase desisti da leitura, mas segui e quando li que a sugestão, na verdade, é de um pacto de emergência, comecei a leitura de novo. Tenho a mesma leitura, é tarde e impraticável a adoção de um pacto nacional, dado às incertezas (desconfiança) do momento político, mas vejo a adoção de um pacto de emergência como factível, dado que se insistirmos neste (des)caminho que estamos seguindo, seremos todos perdedores.
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