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Opinião / ONOFRE RIBEIRO
29.12.2017 | 06h30
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2018 e a política

Há quem espere uma renovação completa. Engano. Brasileiro se despolitizou ao longo dos últimos anos

Em 2018, teremos eleições para 24 deputados estaduais, 8 federais, 2 senadores, o governador e, no âmbito federal, o presidente da República.

 

Seria uma eleição a mais, se não houvessem no inconsciente coletivo sentimentos muito contraditórios.

 

Vão desde a indignação até o quase total descrédito na política e nos políticos.

        

Há quem espere uma renovação completa. Engano. Brasileiro se despolitizou ao longo dos últimos anos e desaprendeu o pouco que sabia sobre cidadania.

 

Entrou no jogo burro do “nós contra eles”. Jogo de extrema conveniência para os partidos e para os políticos. O não-debate gera burrice crônica. E como gerou!        

 

Não vai haver nenhuma renovação além da tradicional de todas as eleições.

O eleitor vai continuar vendendo o voto, vai discutir nas mesas de bar e esquecer no instante seguinte, vai continuar colocando sua energia no futebol, nas telenovelas, na cerveja e no whatsapp

 

O eleitor vai continuar vendendo o voto, vai discutir nas mesas de bar e esquecer no instante seguinte, vai continuar colocando sua energia no futebol, nas telenovelas, na cerveja e no whatsapp.

        

Mas incomoda muito mais do que tudo isso, a terrível mania brasileira de terceirizar as suas esperanças. Vai votar nos mesmos candidatos. Vai escutar as mesmas promessas. Vai acreditar do mesmo jeito de sempre.

 

E pior: vai esperar que os eleitos façam por ele o que ele não tem coragem de fazer: levantar a bunda do sofá e defender as suas fracas convicções.

        

Leitura crítica disso é que as crises recentes na política, na economia, na ética e nos valores não produziram mudanças.

 

Produziram excelentes discussões de bar, divertidos posts nas redes sociais. Nada além disso.

        

O leitor deve estar se perguntando se não temos salvação. Teremos não por nós adultos.

 

Teremos gradualmente reações nas gerações mais novas que estão na faixa dos 25 anos pra baixo.

 

Essas aos poucos construirão uma cidadania que ainda não podemos definir como será.

        

Contudo, o mundo espera posições do Brasil porque é uma das últimas fronteiras mundiais para investimentos.

 

Mas, com a atual insegurança jurídica, baixíssimo nível de educação e de inovação, não será a nossa solução.

 

Mas pode ser que a nossa burrice política crônica nos leve a terceirizar as nossas esperanças aos chineses e outros povos interessados em pôr dinheiro no Brasil.

 

De novo, podemos ser espoliados e discutir a espoliação nas redes sociais e nas mesas de bar. O

 

Brasil ainda tem muito pra aprender. Muito mesmo!

 

ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso.

onofreribeiro@onofreribeirocom.br 

www.onofreribeiro.com.br




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