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Mundo / PRESIDENTE AMERICANO
19.05.2017 | 12h30
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Trump nega ter tentado influenciar investigação do FBI

Segundo reportagem do 'New York Times', presidente teria dito ao ex-diretor do FBI James Comey para deixar de lado uma investigação sobre seu ex-assessor

JIM WATSON / AFP

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Donald Trump em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (18) na Casa Branca

DO G1

O presidente americano, Donald Trump, negou nesta quinta-feira (18) ter dito ao ex-diretor do FBI James Comey para deixar de lado uma investigação sobre seu ex-assessor de Segurança Nacional, Michael Flynn, por suas relações com a Rússia.

Consultado durante coletiva de imprensa na Casa Branca sobre se em algum momento pressionou o então diretor do FBI, James Comey, Trump respondeu secamente: "Não. Próxima pergunta."

Segundo reportagem do jornal "New York Times" publicada nesta terça-feira, Trump teria pressionado Comey, que comandava as investigações, em uma reunião no Salão Oval da Casa Branca em fevereiro, um dia após a renúncia de Flynn. O "NYT" tem como base um memorando escrito por Comey após a reunião que foi visto por duas fontes do jornal.

A revelação agitou o cenário político dos Estados Unidos nesta semana. O Comitê de Inteligência da Câmara dos Representantes solicitou ao FBI todos os documentos que Comey elaborou sobre suas conversas com o presidente.

No mesmo dia, um funcionário da Casa Branca emitiu um comunicado, segundo a rede CNN, dizendo que Trump nunca pediu para encerrar qualquer investigação. "O presidente nunca pediu ao senhor Comey ou qualquer outra pessoa para encerrar qualquer investigação, incluindo qualquer investigação envolvendo o general Flynn", diz o comunicado.

Comey foi demitido por Trump na semana passada. Ao justificar sua decisão, o presidente disse que Comey não conseguia "liderar efetivamente", que uma nova liderança era necessária e que seguia recomendações do procurador-geral, Jeff Sessions, e do vice-procurador-geral, Rod Rosenstein. A recomendação de demissão cita a maneira como Comey tratou do escândalo envolvendo e-mails da então candidata presidencial democrata Hillary Clinton no ano passado.

Um conselheiro especial foi nomeado nesta quarta pelo Departamento de Justiça para liderar a investigação. O nomeado é o ex-diretor do FBI Robert Mueller.

Na coletiva, Trump disse que indicação de Mueller é "muito negativa" porque mostra que o país está dividido. "Acredito que prejudica nosso país terrivelmente, porque mostra que estamos divididos, não unidos como país. E acredito que temos que fazer coisas muito importantes agora, como tratados comerciais e assuntos militares", indicou Trump.

Impeachment

Nesta segunda, o congressista democrata Al Green defendeu um processo de impeachment contra Trump por, segundo ele, obstruir a Justiça com a demissão de Comey.

Uma pesquisa publicada nesta terça pela empresa Public Policy Polling aponta que 48% dos americanos querem o início de um processo de impeachment contra o presidente. A porcentagem é maior do que os 41% que se opõem a Trump responder a um julgamento político, algo que só ocorreu em duas oportunidades na história do país. A pesquisa tem margem de erro de 3,7%.

Fonte: http://g1.globo.com/mundo/noticia/trump-nega-ter-tentado-influenciar-investigacao-do-fbi.ghtml




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