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Mundo / CONFLÍTOS NA FAIXA DE GAZA
15.05.2018 | 20h00
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Palestinos enterram mortos em confrontos na fronteira e voltam a protestar pelo 'direito de retorno'

Segunda-feira foi o dia mais sangrento desde a última guerra entre Israel e Hamas, em 2014.

(Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Reuters)

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do G1

Famílias palestinas enterram nesta terça-feira (15) os corpos de parentes que foram mortos nesta segunda em confrontos na fronteira da Faixa de Gaza com Israel, dia que é considerado o mais sangrento desde a última guerra entre Israel e o Hamas, em 2014. Os palestinos também voltaram a protestar na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, onde um palestino morreu nesta terça por tiros israelenses.

 

A segunda terminou com 60 palestinos mortos. Dentre eles, 59 morreram por tiros de soldados israelenses. Além disso, um bebê de 8 meses morreu após a inalação de gás lacrimogêneo durante os protestos. No total, mais de 2.700 pessoas ficaram feridas, por tiros de soldados israelenses ou por inalar gás. Entre elas, 1.360 foram por tiros. Segundo o Ministério da Saúde palestino, 130 feridos estão em condição séria. Líderes palestinos qualificaram os eventos de segunda-feira como um massacre.

 

Nos confrontos, grupos de palestinos tentaram avançar contra a barreira que fica na fronteira com Israel e lançaram pedras na direção dos soldados, que responderam com tiros e bombas de gás lacrimogêneo. Israel disse estar agindo em legítima defesa para proteger suas fronteiras e comunidades. Os EUA, seu maior aliado, apoiaram tal posição, e ambos disseram que o Hamas, o grupo islâmico que comanda o enclave litorâneo, instigou a violência.

 

Os confrontos de segunda coincidiram com a inauguração da nova embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém, a dezenas de quilômetros da fronteira entre o território palestino e Israel. A decisão de Trump de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel e de transferir a representação diplomática de Tel Aviv para essa cidade é considerada muito polêmica, porque rompe com o consenso internacional de não reconhecer a cidade como capital da Palestina ou de Israel até que um acordo de paz seja firmado entre as duas partes.

 

Novos protestos

Os moradores de Gaza voltaram a protestar novamente nesta terça, dia de greve na região, diante da cerca de segurança que separa o território de Israel. Os palestinos da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada recordam nesta terça a "Nakba", a "catástrofe", como definem a criação do Estado de Israel em 1948 e o êxodo de centenas de milhares de pessoas.

 

 

Fonte       https://g1.globo.com/mundo/noticia/palestinos-enterram-mortos-em-confrontos-na-fronteira-e-marcham-pelo-direito-de-retorno.ghtml

 

 

 




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