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Mundo / FÉ & CRENÇA & RELIGIÃO
12.08.2017 | 23h30
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Emoção, fé e história juntas em Jerusalém

Sagrada para cristãos, muçulmanos e judeus, cidade israelense é destino de multidões de peregrinos e turistas, que lotam seus templos e monumentos milenares

Reprodução de O TEMPO

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DE O TEMPO

No universo das religiões, a fé não só move montanhas, como <MC>também arrasta multidões a endereços sagrados, como Jerusalém, importante ponto de referência e peregrinação não apenas para o cristianismo, mas também para o islamismo e o judaísmo.

E a Basílica do Santo Sepulcro, suposto local de crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, tem visto engrossar a fila de fiéis desde que a edícula imponente no centro do templo foi reaberta ao público, em março, após longo período em obras de restauração.

 

Para se ter uma ideia da fé que movimenta o turismo em Jerusalém, somente no mês de abril deste ano foram registrados quase 350 mil visitantes nessa cidade, a 70 km de Tel Aviv. Em seu setor histórico, uma massa de estrangeiros acotovela-se nos becos estreitos da Via Dolorosa e fica paralisada diante de pontos de referências bíblicas. Atravessando uma porta estreita, localizada no acesso sul da Igreja do Santo Sepulcro, que abriga as cinco estações finais das 14 da via-crúcis, grupos de fiéis lotam um dos mais importantes locais do mundo cristão.

 

Choros e vozes exaltados quebram o silêncio do que deveria ser um ambiente de contemplação. Peregrinos debruçam-se sobre a pedra rosada que teria abrigado Jesus Cristo antes de seu sepultamento. Filas formam-se diante do altar do segundo andar, onde a cruz teria sido erguida com seu corpo açoitado.

 

Via Dolorosa

Seguindo a visita à Basílica do Santo Sepulcro, a primeira sala no caminho para o Calvário é a Capela da Crucificação, local pertencente aos franciscanos, onde acredita-se que Cristo foi crucificado. O local é considerado a 11ª estação da Via Dolorosa, cujo altar em bronze data de 1588, ano em que a obra foi doada por Fernando de Médici, então duque da Toscana.

Ao lado, onde outra fila de fiéis segue a passos lentos, a capela do Calvário abriga um pedaço da rocha sobre a qual a cruz teria sido erguida, nessa que é considerada a 12ª estação da via-crúcis. Sob o cuidado de gregos ortodoxos, o local pode ser tocados pelos fiéis, através de uma abertura no disco de prata sob o altar que marca o ponto em que a cruz fora colocada.

 

História e religiosidade

A atual via-crúcis, estabelecida no século XVI, é formada por 14 estações, cujas últimas cinco encontram-se no interior do Santo Sepulcro remontam aos passos de Cristo, desde sua condenação até seu sepultamento.

Percorrer aqueles pontos sagrados é como protagonizar outro calvário por becos de Jerusalém, onde visitantes dividem espaço com comerciantes árabes, católicos que atravancam a passagem em orações e cantorias coletivas, e grupos de turistas sem pressa que se perdem em selfies diante de tantos endereços com referências bíblicas.

Às sextas-feiras, sempre às 15h, frades franciscanos conduzem uma caminhada com peregrinos pela Via Dolorosa, passando por suas 14 estações, como os locais onde Simão de Cirene teria ajudado Jesus a carregar a cruz (estação 5), e Santa Verônica, ajudado a enxugar o rosto com o sudário, conhecido como Véu de Verônica e identificado como estação 6.

 

Multidão

Jerusalém. É preciso ter fé, muita fé (ou, pelo menos, algum interesse histórico) para encarar a multidão que lota o setor ocidental dessa cidade de 3.000 anos de uma história conturbada, que parece estar longe de ser concluída. Mas, assim como a visita ao Muro das Lamentações é, sem dúvida, uma das experiências mais emocionantes que podem ser vividas nesse país do Oriente Médio.
 

Turismo em Israel. O site oficial é o goisrael.com.br.

Templo reabriu após obras

 Construída originalmente a mando do imperador Constantino, no século IV, sobre um antigo templo dedicado a Vênus, a igreja do Santo Sepulcro tem como epicentro da fé cristã a edícula que envolve a tumba de Jesus Cristo, segundo as tradições religiosas.

 

A restauração levou nove meses para ser concluída, num trabalho que foi liderado por uma equipe da Universidade Técnica Nacional de Atenas. Os técnicos trataram de recuperar a cor original da edícula de mármore, retirar os andaimes instalados pelos britânicos – que sustentavam a construção, abalada por um terremoto, em 1927 –, além de consolidar toda a estrutura para evitar eventuais danos que possam ocorrer no caso de futuros abalos sísmicos.

A construção foi completamente desmontada e reconstruída como a original. Segundo nota divulgada pelo Ministério do Turismo de Israel, o local exigia intervenções urgentes, devido a fatores como umidade e excesso de fumaça das velas deixadas pelos fiéis do lado de fora da construção.
O Santo Sepulcro não via uma restauração nessas proporções desde a segunda metade do século XIX, devido à falta de acordo entre três comunidades cristãs.

 

“Em meados dos anos 60, fizemos uma grande renovação na igreja, pois era necessário. Mas, naquela época, a edícula não foi renovada por alguma razão, e consideramos que agora era o momento certo de fazê-lo, e as três comunidades, armênios, gregos e católicos, decidiram dar início à renovação”, explicou o reverendo Samuel Aghoyan, o representante do patriarcado armênio no Santo

Sepulcro.
Entre as liberações conseguidas pela equipe de restauração, está o acesso ao interior da câmara funerária, em outubro do ano passado, onde foi aberta uma camada de mármore que cobria a pedra onde o corpo de Cristo teria sido colocado.

 

Ali, os vestígios remontam aos períodos da construção por ordem do imperador romano Constantino e do fim do período das Cruzadas, quando expedições cristãs foram organizadas para a retomada de Jerusalém, à época sob comando turco.

 

Reconstruções

Ainda assim, o que se vê atualmente é uma estrutura que data de 1810 – dois anos depois que um incêndio destruiu o Santo Sepulcro. O santuário foi vítima de devastação ao longo de diversos momentos da História, como na tomada de Jerusalém pelos persas, no século VII, e sua destruição em 1009, a mando do chefe muçulmano do Egito, Al-Hakim bi-Amr Allah.

 

Peregrinação

Cenário bíblico.Um dos locais mais concorridos da atual Basílica do Santo Sepulcro é a Pedra da Unção, logo na entrada da igreja. Decorada com candelabros e lâmpadas que parecem flutuar sobre a cabeças dos visitantes, essa pedra teria sido o local, segundo a tradição cristã, onde Nicodemos e José de Arimateia teriam lavado o corpo de Cristo e o envolvido com panos embebidos em especiarias como mirra e aloé, antes de levá-lo à sepultura. Não é raro ver fiéis debruçados sobre o local, em reverência à história que se acredita ter ocorrido no local.

 

Local sagrado. À direita, no segundo andar da igreja, uma escada estreita leva ao Calvário, outro ponto de peregrinação para os fiéis, dividido em duas naves, em um dos ambientes mais impressionantes, visualmente, de toda a igreja. Agora, encarar a fila que se forma para acesso ao local e o calor das velas lembra um calvário contemporâneo.

 

 

Fonte      http://www.otempo.com.br/interessa/turismo/emo%C3%A7%C3%A3o-f%C3%A9-e-hist%C3%B3ria-juntas-em-jerusal%C3%A9m-1.1507773




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