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Meio Ambiente / MUDANÇAS CLIMÁTICAS
09.08.2018 | 22h00
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Aquecimento global, o catalisador dos incêndios florestais

Outros fatores, como a má gestão das florestas ou a construção de casas perto desses espaços verdes alimentam o problema

Reprodução Internet

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De Portugal à Califórnia, incêndios gigantescos estão devorando milhares de hectares de florestas, um fenômeno que poderá se agravar com o aquecimento global, alertam os cientistas.

 

Outros fatores, como a má gestão das florestas ou a construção de casas perto desses espaços verdes alimentam o problema. “O paciente já estava doente”, afirma David Bowman, professor da Universidade da Tasmânia, na Austrália, e especialista em incêndios florestais. “Mas as mudanças climáticas são o catalisador”.

 

Um clima quente, seco e ventoso favorece os incêndios florestais. De modo que não é uma surpresa que as regiões devastadas pelos incêndios são aquelas onde as temperaturas e as secas estão aumentando como resultado do aquecimento global.

“As mudanças climáticas, além de trazerem ar mais seco e quente, criam ecossistemas mais inflamáveis ao aumentarem a taxa de evaporação e a frequência das secas”, explica Christopher Williams, da Universidade Clark em Massachusetts.

 

O sul da França e Portugal registraram vários episódios de seca nos últimos 20 anos. Antes acontecia um a cada 100 anos.

– Combustível –

“Estes anos de seca extrema ou repetida, em maior número que no passado, criam uma grande quantidade de biomassa seca” com árvores e arbustos mortos, aponta Michel Vennetier, engenheiro e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisa em Ciência e Tecnologia para o meio ambiente e a agricultura (Irstea). “É um combustível ideal”.

 

– Mudança na vegetação –

 

Para piorar as coisas, estão se desenvolvendo espécies mais bem adaptadas a condições semiáridas. Nas áreas mediterrâneas, a natureza do sub-bosque muda.

“As plantas que gostam de umidade desaparecem e são substituídas por outras plantas que suportam melhor a seca, como o alecrim, o tomilho, a lavanda selvagem, que são mais inflamáveis”, diz Michel Vennetier.

 

– Plantas sedentas –

Com o aumento do mercúrio e menores precipitações, as raízes dos arbustos e das árvores bombearão água mais profundamente no solo. Como consequência disso, já não existe a terra úmida que poderia ter desacelerado um incêndio florestal.

 

– Temporada seca mais longa –

Nas zonas temperadas do hemisfério norte, a temporada de incêndios se limitava tradicionalmente a julho e agosto. Atualmente, pode se estender de junho a outubro na bacia mediterrânea. Na Califórnia, os especialistas estimam que agora os incêndios florestais podem se iniciar em qualquer momento do ano.

 

 

Fonte      https://www.istoedinheiro.com.br/aquecimento-global-o-catalisador-dos-incndios-florestais/




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