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Judiciário / CONFUSÃO
16.07.2017 | 10h05
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Tribunal de Justiça arquiva sindicância contra juiz acusado de injúria

Durante a discussão com zelador, Alexandre Pampado brigou com delegados que estavam no local

MidiaNews/Reprodução

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O juiz Alexandre Pampado (detalhe), que foi alvo de sindicância no Tribunal de Justiça

CAMILA RIBEIRO E LUCAS RODRIGUES
DA REDAÇÃO

O Pleno do Tribunal de Justiça de Mato Grosso arquivou, na última quinta-feira (13), uma sindicância aberta contra o juiz Alexandre Pampado.

 

Ele era acusado de injúria racial contra um zelador do Condomínio Bonavita, em Cuiabá - onde possui um imóvel –, durante confusão ocorrida em junho de 2014.

 

À época, segundo relato do próprio trrabalhador, Pampado o teria chamado de “zelador de merda", além de ter questionado "como uma pessoa de sua cor consegue resolver as coisas...”.

 

Durante a confusão, Pampado ainda teria discutido e “chegado às vias de fato” com o delegado Gustavo Garcia Francisco, que presenciou os fatos e saiu em defesa do funcionário do prédio.

 

A sessão que resultou no arquivamento da sindicância foi censurada durante a transmissão da sessão, justamente por envolver investigação contra magistrado.

 

Conforme apurou o MidiaNews, os desembargadores acataram as alegações da defesa de Pampado, representada pelos advogados Valber Melo,  Dauto Passare e Milton Vizini, e afastaram as imputações existentes contra o juiz.

 

“Ação montada”

O registro foi para precaver o síndico e os delegados de serem responsabilizados pelo magistrado. Todas essas circunstâncias me evidenciam que o registro dessa ocorrência por injúria racial foi uma grande montagem

 

Em sessões anteriores, os desembargadores já haviam se manifestado sobre o caso.

 

O desembargador Orlando Perri, por exemplo, disse não haver nos autos elementos suficientes que comprovassem a suposta injúria racial.

 

Entre outros pontos, Perri afirmou que as declarações do funcionário do condomínio eram “contraditórias”. Citou ainda que as imagens do circuito interno de câmeras mostravam o juiz Pampado sendo agredido.

 

“Eu assisti ao vídeo. Consta no boletim que Alexandre Pampado tentou agredir o delegado Gustavo. O delegado tinha o dobro do tamanho do magistrado, que, como vocês sabem, é um ‘tampinha’. Como o magistrado ia agredi-lo?, ”questionou Perri, na ocasião.

 

“A vítima fez uma escritura pública e disse ter mentido. Ele disse que o juiz não dirigiu qualquer palavra de ofensa racial a ele ou a qualquer outro. Ele desdisse a injúria racial”, completou.

 

Ainda segundo Perri, o boletim de ocorrência registrado à época dos fatos foi resultado de uma “grande montagem”.

 

“O registro foi para precaver o síndico e os delegados de serem responsabilizados pelo magistrado. Todas essas circunstâncias me evidenciam que o registro dessa ocorrência por injúria racial foi uma grande montagem. O próprio funcionário já se retratou, já desdisse tudo. Não vejo substratos mínimos. Evidentemente que, se a posteriori, surgir novos fatos, o Tribunal poderá novamente instaurar sindicância e PAD [Processo Administrativo Disciplinar]”, afirmou Perri.

 

Relembre o caso

 

A confusão ocorreu no portão de entrada do residencial Bonavita, quando o juiz Alexandre Pampado - que, à época, morava em Campo Novo do Parecis -, chegou para visitar o imóvel de sua propriedade que estava em reforma.

 

Em razão de ainda não estar residindo no local e não possuir cadastro para livre entrada no condomínio, a entrada de Pampado foi barrada.

 

O delegado Gustavo, morador do condomínio, chegou ao local acompanhado de outro delegado. Eles não conseguiram entrar, já que o veículo do magistrado estava obstruindo a entrada e saída de veículos.

 

Conforme o boletim, Pampado estaria discutindo com o porteiro e se recusava a retirar o veículo do local.

 

Os delegados e o juiz acabaram trocando socos.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

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Confusão entre juiz e delegado vai parar no Supremo

 

 




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