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Judiciário / POR VINGANÇA
12.06.2018 | 17h10
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TJ mantém condenação de empresário acusado de matar ex-sócio

Nilton César da Silva foi condenado pelo assassinato de Douglas Wilson Ramos, ocorrido em 2015

TJ MT

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O desembargador Alberto Ferreira de Souza, relator do processo

JAD LARANJEIRA
DA REDAÇÃO

A Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a condenação aplicada ao empresário Nilton César da Silva, acusado de assassinar o concunhado e ex-sócio, Douglas Wilson Ramos, de 28 anos, em setembro de 2015, na Capital.

 

A decisão, unânime, foi dada na última quarta-feira (6) e negou o recurso da defesa, que pedia por um novo julgamento.

 

A defesa argumentou que decisão dada pelo Tribunal de Júri foi avessa à prova dos autos, alegando a insuficiência de elementos que provassem o envolvimento no crime.

 

Com a negativa, Nilton continua com a pena de oito anos e seis meses de prisão, em regime inicial semiaberto.

 

Ele e mais três pessoas foram presas na época do homicídio. 

Diante de todo o exposto, dúvidas não restam sobre a autoria do delito, que recai insofismavelmente sobre o apelante, não restando dúvidas acerca de sua incursão na prática delitiva

 

Decisão

 

Segundo o desembargador Alberto Ferreira de Souza, relator do processo, as incontáveis provas (fotos, boletim de ocorrência,  certidão de óbito e exame de necropsia) provam a participação de Nilton no homicídio.

 

“Diante de todo o exposto, dúvidas não restam sobre a autoria do delito, que recai insofismavelmente sobre o apelante, não restando dúvidas acerca de sua incursão na prática delitiva,”, diz trecho da decisão.

 

Ferreira ainda ressaltou as provas orais e periciais elaboradas durante a investigação que, segundo ele,  são consistentes e fortalecem a tese da acusação.

 

“De ver-se, portanto, que o veredito advindo do eg. Tribunal do Júri encontra suficiente arrimo em uma das vertentes dos elementos coligidos ao longo do feito, o que lhe confere viabilidade jurídica”, afirmou, sendo acompanhado pelos desembargadores Pedro Sakamoto e Rondon Bassil. 

 

O assassinato

 

Divulgação

Empresário Douglas

O empresário Douglas Wilson Ramos, que foi sequestrado e assassinado em Cuiabá

Douglas Ramos foi sequestrado no dia 24 de setembro de 2015, dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), na Capital.

 

Na ocasião, três homens invadiram o estabelecimento comercial, renderam funcionários e obrigaram o empresário a entrar, com as mãos amarradas, no porta-malas do próprio carro, uma BMW.

 

O corpo da vítima foi encontrado após 13 dias, na noite de 5 de outubro, na região da Estrada da Guia (MT-010).

 

Devido ao estado de decomposição, a identidade só foi confirmada no dia 10 de outubro, pelo Instituto Médico Legal (IML). No dia seguinte, o corpo foi sepultado.

 

Antes mesmo da confirmação da identidade, a polícia já havia apontado Nilton como o principal suspeito do crime.

 

Na época do caso, o delegado responsável pela investigação, Flavio Stringueta, disse que o suspeito desconfiava que Douglas, seu sócio, tivesse desviado dinheiro dos negócios da sociedade, que havia sido rompida cerca de um mês antes do crime.

 

A Justiça ainda tentou intimar o suspeito duas vezes para depor sobre o caso, mas ele não foi encontrado.

 

Depois, ele chegou a ser abordado por policiais, mas conseguiu fugir.

 

De acordo com a polícia, novos elementos surgiram nas investigações, apontando que o ex-sócio esteve no local onde, dias depois, o corpo da vítima seria encontrado.

 

Além disso, os indícios são de que ele pessoalmente desferiu os tiros que tiraram a vida de Douglas, segundo o delegado, não tendo designado qualquer terceira pessoa para fazê-lo.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Desembargador mantém prisão de acusado de matar ex-sócio

 




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