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Judiciário / SUPOSTA FRAUDE
10.10.2018 | 09h15
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STF prorroga investigação contra deputado de MT delatado por Silval

Segundo Silval, propina em obra do aeroporto de Rondonópolis iria pagar empréstimo feito por Carlos Bezerra

Alair Ribeiro/MidiaNews

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Carlos Bezerra (MDB) é investigado pelo STF

TARLEY CARVALHO
DO FOLHAMAX

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por 90 dias a investigação contra o deputado federal Carlos Bezerra (MDB), a pedido do Ministério Público Federal (MPF), no caso que investiga suposta fraude envolvendo a licitação do aeroporto de Rondonópolis (217,3 km de Cuiabá). Além de atender o pedido do MPF, o ministro também acatou o pedido de vista feito pela empresa Ensercon, porém, limitou a análise apenas aos autos principais. A decisão é do dia 2 de outubro.

 

Além de Carlos Bezerra, são investigados na ação o ex-secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Cinésio Nunes; Edmar Alves Botelho; Esmeraldo Teodoro de Mello; José Carlos Ferreira da Silva; Marcílio Ferreira Kerche; Pedro Maurício Mazzaro; e Tércio Lacerda de Almeida.

 

A investigação foi iniciada pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz). De acordo com a suspeita, houve fraude na licitação do aeroporto envolvendo a Ensercon Engenharia LTDA.

 

Devido à presença de Bezerra na lista dos investigados, o processo foi remetido ao STF. A escolha do ministro Luiz Fux se deu estrategicamente, isso porque existe a suspeita de que a suposta fraude seja um dos casos narrados pelo ex-governador Silval Barbosa (sem partido) em acordo de colaboração premiada junto ao STF, da qual o ministro é o relator.

 

De acordo com os depoimentos, o ex-chefe do Executivo foi avalista de Bezerra num empréstimo de R$ 4 milhões com uma empresária, onde o pagamento seria realizado por meio de cobrança de propina das empresas Construtora Tripoli, Ensercon Engenharia LTDA e a EBC – Empresa Brasileira de Construções.

 

No primeiro caso, a propina viria de obras de uma estrada entre Nobres (121,9 km de Cuiabá) e o distrito de Bom Jardim, pertencente ao município. No caso da Ensercon, a propina seria proveniente das obras realizadas no aeroporto de Rondonópolis. Por último, segundo Silval, a empresa EBC pagaria propina pelo recapeamento da MT-060.

 

Ainda segundo o ex-governador, Bezerra teria recebido a propina, mas não teria honrado no pagamento da dívida, fazendo com que Silval precisasse quitá-la.




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2 Comentário(s).

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ROSE  10.10.18 23h00
ROSE, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
Albanir berigo  10.10.18 11h54
Para o bem de Mato Grosso, deveria ter se aposentado a tempos
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