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Judiciário / SUSPEITO
05.12.2017 | 18h15
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Promotor recorre ao STJ e pede nova prisão de pastor

Paulo Roberto Alves é suspeito de ter feito sexo com uma garota de 11 anos em Cuiabá

MidiaNews

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Promotor de justiça Marcos Regenold Fernandes (no detalhe)

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O Ministério Público Estadual recorreu ao Superior Tribunal de Justiça contra a decisão que determinou a liberdade do pastor Paulo Roberto Alves, acusado de estuprar uma menina de 11 anos e outra de 16, em Cuiabá.

 

O recurso especial, do dia 27 de novembro, é assinado pelo promotor Marcos Regenold Fernandes, coordenado do Nare (Núcleo de Apoio para Recursos do MPE).

  

Na decisão que deu liberdade ao pastor, no dia 11 de outubro, a Terceira Câmara Criminal do TJ substitui a detenção por medidas cautelares alternativas, pois entendeu, entre outros pontos, que o acusado não tem qualquer antecedente criminal.

 

As medidas impostas pelo TJ foram: comparecimento periódico em juízo; proibição de manter contato com pessoas envolvidas no caso; proibição de ausentar-se da Comarca quando a permanência for necessária para a investigação e o recolhimento à noite.

 

O promotor argumenta que, mesmo não possuindo antecedentes, o pastor ainda apresenta perigo devido a seu poder de argumentação e influência.  

 

“Ora, é inegável que, nessa condição, o Recorrido tem enorme poder de persuasão e de influência sobre os fiéis, chegando a ser considerado, pelos menos providos de intelecção, como enviado divino, circunstância que lhe favorece à prática de delitos sexuais, desumindo-se disso, a sua evidente periculosidade ao convívio social”, diz trecho do recurso.

 

Regenold ainda explica que há precedentes no STJ que autorizam a prisão preventiva em situações semelhantes à do pastor.

 

O promotor aponta ainda que o retorno à prisão faz-se necessária para resguardar a ordem pública. 

 

“Se há provas suficientes de que o Sr. Paulo Roberto Alves estaria praticando crimes de estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal) e favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração sexual de criança ou adolescente (artigo 218-B do Código Penal), é dever do Estado, no caso o Poder Judiciário, intervir nessa realidade, apartando esse indivíduos que desprezam totalmente as regras que regem a vida em sociedade”. 

 

O caso

 

O pastor foi preso em flagrante no dia 12 de abril e estava detido no Centro de Custódia da Capital (CCC), desde então.

PASTOR

O pastor Paulo Roberto Alves, 52 anos, foi solto no dia 18 de outubro

 

De acordo com o boletim de ocorrência, o pastor foi visto por uma viatura da PM deixando duas garotas - de 11 e 16 anos - próximo a um matagal, na Avenida das Torres, na Capital.

 

Desconfiados, os policiais passaram a fazer o acompanhamento do carro em que o suspeito estava. Porém, ao perceber a viatura, ele fugiu em alta velocidade.

 

Com isso, os PMs foram até o ponto de ônibus onde as meninas foram deixadas e encontraram as duas ainda no local.

 

Eles questionaram as garotas, que contaram uma história e, em seguida, os policiais decidiram acompanhar as duas até o bairro onde moram.

 

Os pais das meninas não estavam em casa. Depois de muito insistir, as duas acabaram confessando que conheciam o suspeito há alguns dias e que, na quarta-feira (12), teriam saído para manter relações sexuais com ele, em troca de dinheiro.

 

A adolescente de 16 anos contou que o pastor teria ligado enquanto ela ainda estava na escola, pedindo para encontrá-la, e insistido para que levasse sua sobrinha - de 11 anos -, pois pagaria às duas a quantia de R$ 200.

 

A menina ainda relatou que o pastor ligou novamente assim que as deixou no ponto de ônibus, pedindo para que não contassem à polícia sobre o encontro, e que pagaria mais R$ 200 pelo silêncio de ambas.

 

O pastor foi preso em sua casa e encaminhado para a Central de Flagrantes de Cuiabá, onde as meninas o reconheceram como autor do crime.

 

No mesmo dia, ele passou por uma audiência de custódia no Fórum da Capital e teve a prisão em flagrante convertida para preventiva.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

TJ concede liberdade a pastor acusado de estuprar adolescentes

 

Juiz mantém prisão de pastor acusado de abusar de duas menores 

 

Juiz decreta prisão preventiva de pastor acusado de estupro 

 




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9 Comentário(s).

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Alan Kevedo  09.12.17 03h50
HÁ PROVAS suficientes contra o pastor Paulo Roberto Alves? Então, trancafia, gente. E o marido da pastora Bianca Toledo, pastor Felipe Heiderich? se tiver provas, trancafia também, gente. Dizem que é maior do que a antiga lista telefônica de São Paulo deles, pastores, envolvidos com a justiça por estupro de vulnerável, vamos proteger as nossas crianças. E o caso dos pastores indiciados por "lavagem" de dinheiro? Como anda?
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Nelson  06.12.17 16h01
Para ser perdoado é preciso reconhecer o erro, assumir a culpa, pagar pelo erro segundo a sentença da justiça e somente depois, poder desfrutar da liberdade e Talvez... retornar a ser um homem de bem. Esse cara não assumiu. Está mentindo, e conseguiu sua liberdade através de recurso judicial. Que perdão é esse?????? quem está perdoando? Deus perdoa sim, mas é hipocrisia demais ficar bajulando esse cara... Deus deve estar com nojo dele. Vai confessar seus erros, cidadão P. roberto.... para mim vc nunca foi pastor e nunca será, sempre desconfiei da sua lábia, até que tomei conhecimento das suas sacanagens, quer enganar quem??? camarada......
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Robson   06.12.17 11h36
Quando é com os filhos dos outros é fácil perdoar, queria ver se as opiniões fossem com os próprios filhos ou com algum ente querido.
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Erica de Souza   06.12.17 11h34
Eu acho que , quem nao erra nessa vida , na biblia diz se o cair é do homem o levantar é de Deus ...ele ja ta no fundo do posso ,, agora é so Jesus ...e Deus ainda é misericordioso
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Rev   06.12.17 10h26
Rev , seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas

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