Cuiabá, Domingo, 16 de Dezembro de 2018
MORTE DE BANCÁRIA
06.12.2018 | 08h44 Tamanho do texto A- A+

Justiça nega liberdade a Dr. Bumbum novamente e marca audiência

O médico Denis Furtado está preso desde o dia 17 de julho pela morte da cuiabana Lílian Calixto

Reprodução

Médico Denis Furtado, que está há quatro meses no Rio de Janeiro

CÍNTIA BORGES
DA REDAÇÃO

O juiz Bruno Arthur Manfrenatti, da 1ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, negou o pedido de liberdade feito pela defesa do médico Denis Furtado, conhecido como "Doutor Bumbum". A decisão foi publicada na última segunda-feira (3).

 

O médico está preso desde o dia 17 de julho pela morte da bancária cuiabana Lílian Calixto, que ocorreu naquele mesmo mês.

 

Denis é acusado de aplicar na bancária uma dose acima do permitido de polimetilmetacrilato (PMMA) durante um procedimento estético em seu apartamento, na Barra da Tijuca, o que provocou a sua morte.

 

Ao negar o pedido de revogação da prisão preventiva, o magistrado alegou que a defesa do médico não apresentou justificativas suficientes para a liberdade dele.

 

“Ressalte-se que a defesa não trouxe aos autos nenhum elemento que alterasse a situação fático processual do acusado, permanecendo íntegros os motivos que ensejaram a sua custódia cautelar”, disse a juíza, na decisão.

 

Essa foi a segunda tentativa de soltura feita pela defesa do médico em menos de dois meses. No dia 5 de outubro, ao negar o primeiro pedido, o juiz afirmou que "a substituição da prisão por qualquer das medidas cautelares diversas da prisão não atenderia às finalidades da lei”.

Reprodução

Lilian Calixto

A bancária cuiabana Lílian Calixto, que morreu após passar por intervenção estética feita pelo Dr. Bumbum

 

Início das audiências

 

O juiz Bruno Arthur Manfrenatti agendou para a próxima terça-feira (11), às 14h15 (horário de Brasília), a audiência de instrução do processo.

 

Foram intimadas ao menos 14 pessoas de diversos estados do País.

 

“Ademais, no presente caso, constam na denúncia quatro denunciados e os fatos em julgamento mostram-se complexos, o que, a princípio, justifica a extrapolação do número legalmente estabelecido para melhor esclarecimento da dinâmica em questão”, diz trecho da decisão.

 

São réu no processo o médico Denis Cesar Barros Furtado; a mãe dele - e também médica - Maria de Fátima Barros Furtado; a namorada dele, Renata Fernandes Cirne; e a empregada doméstica Rosilane Pereira da Silva.

 

O caso

 

A bancária Lilian Calixto morreu após realizar o procedimento estético para o aumento dos glúteos.

 

Lilian agendou o procedimento com a namorada de Denis – que também atuava como secretária dele. 

 

No dia 14 de julho, Lilian desembarcou no Rio de Janeiro e foi ao apartamento do médico, na Barra da Tijuca, para passar pela intervenção estética.

 

A vítima morreu às 01h12 do dia seguinte no Hospital Barra D’Or, devido a complicação derivada diretamente do procedimento, 

 

Após quatro dias foragido, o médico e a mãe dele foram encontrados pela Polícia Militar em uma sala comercial no Rio de Janeiro.

 

Em agosto, foram revogadas as prisões temporárias da mãe, da namorada e da assistente do Dr. Bumbum.

 

Denis Furtado, porém, segue preso no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira (Bangu 8),no Complexo de Gericinó, no Rio de Janeiro.

 




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