Cuiabá, Domingo, 16 de Dezembro de 2018
ALVOS DO GAECO
07.12.2018 | 11h35 Tamanho do texto A- A+

Justiça de MS manda soltar empresários acusados de sonegação

Victor e Flávia Birtche foram alvos da Operação Grão de Ouro e cumpriam prisão domiciliar desde agosto deste ano

Montagem/MidiaNews

Victor e Flávia Birtche (detalhe), que foram alvos de operação em agosto deste ano

DA REDAÇÃO

A Justiça de Mato Grosso do Sul revogou a prisão domiciliar dos empresários Victor Augusto Saldanha Birtche e Flávia de Martin Teles Birtche, casal que foi alvo da Operação "Grão de Ouro”, do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso do Sul, que apurou crimes de sonegação fiscal em sete Estados.

 

Ambos foram presos no dia 8 de agosto, no Condomínio Alphaville, em Cuiabá, e tiveram a prisão preventiva convertida em domiciliar naquele mesmo mês. Ao decidir pela soltura do casal, a Justiça acatou os argumentos da defesa da empresária, representada pelo advogado Valber Melo.

 

O alvará de soltura foi expedido em 28 de novembro e encaminhado para a 5ª Vara Criminal de Cuiabá, sendo cumprido na segunda-feira (3).

 

"Gãos de Ouro"

 

A operação investiga um suposto esquema que pode ter sonegado, no mínimo, R$ 44 milhões em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços) em Mato Grosso do Sul.

 

Em entrevista, promotores do Gaeco sul-mato-grossenses afirmaram que o esquema tinha cinco núcleos: corretores, produtores rurais, transportadores, empresas “noteiras” (que emitiam notas fiscais frias) e servidores públicos.

 

Em Mato Grosso, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. Outros 31 mandados de prisão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Goiás, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

 

Na ação, agentes do Gaeco também cumpriram 104 mandados de busca e apreensão nos 7 Estados.

 

Conforme apurou a reportagem, Flavia Birtche é sócia da empresa Efraim, que atua no ramo de agronegócio em Mato Grosso.

 

A sede da empresa, localizada em um prédio comercial em Cuiabá, também foi alvo de busca e apreensão.

 

Segundo o Gaeco, o esquema burlava o Fisco de Mato Grosso do Sul com a emissão de notas fiscais frias por parte de empresas com sede em Goiás e Mato Grosso a fim de evitar o pagamento de ICMS no Estado vizinho.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

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