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Judiciário / EFEITO DELAÇÃO
13.03.2018 | 10h27
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CGE abre processo contra JBS; multa pode passar de R$ 34 bi

Empresa é acusada de pagar propina a integrantes do Governo Silval em troca de incentivos fiscais

Alair Ribeiro/MidiaNews

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O controlador-geral do Estado, Ciro Rodolpho, que instaurou processo de responsabilização contra empresa

CAMILA RIBEIRO
DA REDAÇÃO

O controlador-geral do Estado Ciro Rodolpho Gonçalves instaurou um processo administrativo de responsabilização contra a empresa JBS, conforme portaria publicada no Diário Oficial que circula nesta terça-feira (13).

 

Conforme apurou o MidiaNews, o processo pode resultar em uma multa de até 20% do faturamento bruto da empresa no ano de 2017.

 

Considerando que em 2016, por exemplo, a JBS teve um faturamento de R$ 170 bilhões, a multa aplicada à empresa pode passar dos R$ 34 bilhões.

 

Caso responsabilizada, a JBS também pode ficar impedida de contratar com o poder público por um prazo de até cinco anos, em todo o País.

 

O processo de responsabilização é fruto da delação premiada firmada pelo ex-governador Silval Barbosa junto à Procuradoria Geral da República (PGR) e que foi homologada em agosto do ano passado pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Em sua delação, Silval relatou que o empresário Wesley Batista pagava propinas em troca de incentivos fiscais no Estado.

 

O fato já havia sido confirmado pelo próprio Wesley em sua delação, na qual ele afirmou ter pagado um total de R$ 30 milhões em propina ao ex-governador de Mato Grosso.  

 

Em janeiro deste ano, ao prestar novos esclarecimentos à CGE, o ex-governador Silval Barbosa deu mais detalhes do esquema de propina que subsidiam o processo administrativo instaurado pela Controladoria.

 

Propina & dívidas de campanha

 

As propinas pagas pelo sócio do Grupo JBS na gestão de Silval teriam quitado duas dívidas de R$ 7 milhões cada, contraídas pelo político.

 

Em sua delação, Silval contou que durante a eleição de 2010 visitou o então presidente do Grupo JBS S/A, Joesley Batista, em São Paulo (SP), e pediu ajuda para custear a campanha, “tendo em vista que o Grupo JBS S/A tinha várias plantas frigoríficas no Estado de Mato Grosso e também por ser uma empresa de grande capacidade financeira”.

 

Já em 2011, com a troca da presidência do grupo pelo irmão de Joesley, Wesley Batista, Silval disse que acertou com Wesley que a JBS pagaria propinas anuais a ele, para ajudar nas dívidas remanescentes de campanha e compromissos políticos, em troca de concessão de benefícios fiscais ao frigorífico.

 

Leia mais sobre o assunto:

 

Dono da JBS é acusado de pagar dívidas de R$ 14 mi de Silval




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Mauri  13.03.18 12h43
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