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Judiciário / HOMICÍDIO
24.03.2017 | 15h48
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Advogado e mais dois vão a júri por assassinato de empresário

Douglas Wilson, de 28 anos, foi morto a tiros em setembro de 2015; corpo foi encontrado na MT-010

MidiaNews

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O advogado Wagner Rogério (no detalhe) que será julgado no Fórum de Cuiabá

THAIZA ASSUNÇÃO
DA REDAÇÃO

O advogado Wagner Rogério Neves de Souza da Silva e outras duas pessoas serão levados a júri popular pelo assassinato do empresário Douglas Wilson Ramos, de 28 anos, em Cuiabá.

 

A decisão é da juíza Maria Aparecida Ferreira Fago, da 12ª Vara Criminal da Capital, e foi publicada no dia 15 de março.

 

Além de Wagner, são acusados pelo crime o administrador de empresa Nilton César da Silva, além de Luiz Carlos Chagas Rodrigues e Anderson Ferreira Peixoto. Os quatro foram presos na época do homicídio, cometido em setembro de 2015.

 

Anderson, porém, foi liberado pela magistrada do júri popular por falta de indícios de participação no crime.

 

Conforme as investigações, Douglas Wilson foi morto a tiros após ser sequestrado dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima. O Ministério Público Estadual (MPE) acusou Nilton César de ser o mentor do crime. Ele era concunhado e sócio da vítima.

 

Na decisão, a magistrada manteve a prisão preventiva de Nilton César e do advogado Wagner Rogério. Luiz Carlos, por sua vez, teve a prisão revogada mediante medidas protetivas, entre elas, recolhimento domiciliar até às 23h, proibição de mudar de residência, frequentar bares e boates e se aproximar dos familiares do empresário.

 

Divulgação

Empresário Douglas

O empresário Douglas Wilson Ramos, que foi assassinado em Cuiabá

A assessoria de imprensa da Corregedoria Geral da Justiça informou que a data do julgamento ainda não foi marcada, em razão de ainda caber recurso da decisão.

 

De acordo com a magistrada, a manutenção das prisões contra o administrador de empresas e o advogado são necessárias para que eles não ameacem as testemunhas do caso e não atrapalhem o andamento do processo.

 

"Havendo provas robustas da materialidade do fato e indícios suficientes de autoria, deve ser mantida a decisão de pronúncia, porquanto esta não reclama o mesmo juízo de certeza de mister à condenação, senão constitui mero juízo de admissibilidade da acusação, de modo que as dúvidas que ainda persistem serão, por óbvio, dissipadas pelo Corpo de Jurados, em estrita vassalagem ao aforismo in dubio pro societate", diz trecho da decisão.

 

A juíza citou que Nilton já foi condenado à pena de 14 anos de reclusão em regime fechado por outro assassinato, além de também já ter sido pronunciado junto com Wagner Rogério pelo homicídio do traficante Anderson Ribeiro Taques, de 34 anos, ocorrido no dia 13 de novembro de 2014, no bairro Morada do Ouro II, em Cuiabá.

 

O crime

 

Douglas Ramos foi sequestrado no dia 24 de setembro de 2015, dentro da sua empresa, na Avenida Arquimedes Pereira Lima (Estrada do Moinho), na Capital.

 

Na ocasião, três homens invadiram o estabelecimento comercial, renderam funcionários e obrigaram o empresário a entrar, com as mãos amarradas, no porta-malas do próprio carro, uma BMW.

 

O corpo da vítima foi encontrado após 13 dias, na noite de 5 de outubro, na região da Estrada da Guia (MT-010).

 

Devido ao estado de decomposição, a identidade do corpo encontrado só foi confirmada no dia 10 de outubro, pelo Instituto Médico Legal (IML). No dia seguinte, o corpo foi sepultado.

 

Antes mesmo da confirmação da identidade do corpo, a polícia já havia apontado Nilton como o principal suspeito do crime.

 

Na época do caso, o delegado responsável pela investigação, Flavio Stringueta, disse que o suspeito desconfiava que Douglas, seu sócio, tivesse desviado dinheiro dos negócios da sociedade, que havia sido rompida cerca de um mês antes do crime.

 

O ex-sócio de Douglas também chegou a ser intimado duas vezes para depor sobre o caso, mas não foi encontrado.

 

Depois, ele chegou a ser abordado por policiais, mas conseguiu fugir.

 

De acordo com a polícia, novos elementos surgiram nas investigações, apontando que o ex-sócio esteve no local onde, dias depois, o corpo da vítima seria encontrado.

 

Além disso, os indícios são de que ele pessoalmente desferiu os tiros que tiraram a vida de Douglas, segundo o delegado, não tendo designado qualquer terceira pessoa para fazê-lo.

 

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Marcos felicio  25.03.17 11h10
Marcos felicio, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas
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