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Fogo Amigo
19.05.2017 | 11h16
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Polêmica policial

Delegado: tenente possui "analfabetismo"

DA REDAÇÃO
stringueta e inquerito

O delegado Flávio Stringueta

O delegado Flávio Stringueta, ex-titular do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCCO), rebateu as acusações feitas pelo tenente coronel PM Wanderson Nunes de Siqueira e diz que ficou triste “em ver tamanho analfabetismo jurídico e policial”.

 

Em artigo, o tenente Wanderson – presidente da Associação dos Oficiais – criticou o delegado por, em tese, ter pedido interceptações contra pessoas que teriam sido vítimas do esquema de grampos ilegais por meio da "barriga de aluguel" (leia abaixo).

 

Porém, em seu Facebook, Stringueta contestou a acusação e afirmou que os alvos de seu pedido estariam envolvidos em um suposto plano para prejudicar o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques.

 

O delegado chegou a citar que a própria matéria do MidiaNews que tratou do tema deixava clara essa informação e disse ainda que daria uma “aula gratuita” ao tenente Wanderson.

 

“Pensei em não responder, mas decidi fazê-lo para repassar a esse sujeito um pouco de conhecimento sobre investigação, polícia, inquérito, interceptações telefônicas e até noções básicas de interpretação de texto. Será gratuita essa aula, Ten. Cel. Wanderson. Aproveite”.

 

Após a longa explicação, Stringueta concluiu dizendo que não há a menor possibilidade da Polícia Civil ser tratada pela Sesp (Secretaria de Estado e Segurança Pública) como a Polícia Militar.

 

Se acostume com isso. O Guardião é mais um instrumento de investigação, que deve ser, e continuará sendo, utilizado por nós. Leia, caro Ten. Cel”, disse.

 

Leia a publicação do delegado na íntegra:

 

 

Precisamos abrir a caixa preta das dos grampos em MT

 

A investigação sigilosa determinada nesta segunda-feira (15/05) pelo Desembargador Rui Ramos - Presidente do Tribunal de Justiça já começou a dar resultados positivos e a prova disso, foi o reconhecimento feito pelo Delegado Flavio Stringueta ex-titular do GCCO da Polícia Civil de que também realizara escutas telefônicas, contra as mesmas pessoas que os policiais militares estariam interceptando na denúncia feita pelo Programa Fantástico do último domingo.

 

As declarações de Stringueta foram dadas no site MidiaNews nesta quarta-feira (17) e com isso, acabou contrapondo o presidente do sindicato dos delegados de MT (Wagner Bassi), que dissera que a polícia civil só realizava interceptações telefônicas para investigar crimes já ocorridos e que a lei, não permitia a realização de interceptações telefônicas de maneira preventiva.

 

Segundo o delegado Stringueta, após ter recebido uma ligação anônima de um telefone público em seu celular funcional dizendo que alguém estaria tramando contra o governador Pedro Taques, ele teria se sentido motivado a pleitear e realizar escutas telefônicas em um determinado número de pessoas por um período de 45 dias.

 

As declarações do delegado de polícia acabaram deixando uma mensagem subliminar a todos nós cidadãos Mato-grossenses, de que o governo do Estado estaria, através dos órgãos de segurança pública, realizando interceptações telefônicas em determinadas pessoas de nosso Estado.

 

As divulgações das interceptações telefônicas realizadas pela polícia civil, nas mesmas pessoas realizadas pela Policia Militar, comprovam que a tese defendida pela Associação dos Oficiais está correta, ao reivindicar auditoria em todos os processos de interceptações telefônicas realizadas no Estado de MT nos últimos anos.

 

É preciso saber quais pessoas tiveram os seus telefones interceptados e se elas estariam de alguma forma ligadas à práticas criminosas ou se as interceptações foram ilegais e fraudulentas.

 

Paralelamente a ASSOF também defende a definição de protocolos mais rígidos para as solicitações, autorizações judiciais e controle dessas interceptações telefônicas, pois em apenas dois casos analisados nos últimos dias, já ficou comprovado e caracterizado que as interceptações nem sempre estariam sendo realizadas com o fim de segurança pública.

 

Após essas considerações, fica uma pergunta no ar: Será que o secretário de segurança pública também vai suspender o acesso da Policial Civil ao sistema Guardião?

 

Tenente Coronel PM Wanderson Nunes de Siqueira - Presidente da Associação dos Oficiais

 




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