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Fogo Amigo
15.05.2017 | 17h04
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Grampolândia

Promotor cita tempos de Arcanjo: "inaceitável"

DA REDAÇÃO

Mauro Zaque

O promotor Mauro Zaque: não poderia me calar diante de uma coisa dessas

Ao comentar o caso de suposto esquema de grampos ilegais realizados pela Polícia Militar de Mato Grosso, o promotor de Justiça, Mauro Zaque – autor da denúncia – fez uma associação da prática aos tempos do ex-comendador João Arcanjo Ribeiro, que foi chefe do crime organizado no Estado.

 

Segundo Zaque, permitir uma rede clandestina de escutas telefônicas no Estado abre brechas para a práticas de eventuais “barbaridades” lá na frente.

 

"Eu, que vivi a época do Arcanjo neste Estado, sei que esse é o tipo de coisa que começa pequena e ninguém sabe onde vai parar. Se permitirmos que um cidadão, seja ele quem for, seja ilegalmente monitorado, estamos permitindo que, lá na frente, todo tipo de barbaridade ocorra”, disse o promotor, em entrevista à Rádio Capital FM.

 

“Isso começa com um grampo e acaba com as pessoas estiradas no meio da rua, em uma poça de sangue. Então, é algo inaceitável, é uma agressão ao estado democrático de direito. É uma agressão ao cidadão de bem, à sociedade, às instituições. Simplesmente, eu, como agente público, não tinha escolha, tinha que encaminhar. Não fiz juízo de valor, não acusei, mas não poderia me calar diante de uma coisa dessas”, completou.




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