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Equilíbrio / CIÊNCIA & SAÚDE
04.01.2017 | 19h45
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TPM tem uma ‘irmã brava’ com sintomas muito piores

Cientistas descobrem que a TDPM, que afeta 2% a 5% das mulheres, vem de alteração em gene

DE O TEMPO

Todo mês, a analista de marketing Luísa Gomes, 22, sofre horrores com a Tensão Pré-Menstrual (TPM). Para piorar, ela conta que o problema costuma durar mais tempo do que o normal. “Se a maioria das mulheres tem uma TPM de uma semana, a minha dura uma semana e meia”, conta.

O que Luísa não sabe é que seu caso pode se enquadrar num tipo mais grave do problema, de acordo com um teste aplicado a ela pela reportagem de O TEMPO, elaborado pela entidade Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) (veja ilustração).

Pesquisadores da entidade descobriram os mecanismos moleculares que podem estar por trás do Transtorno Disfórico pré-menstrual (TDPM), menos comum do que a TPM, mas muito mais grave.
Formalmente reconhecido pela medicina apenas no início dos anos 2000, esse tipo de transtorno pode provocar irritabilidade incapacitante, depressão, sentimentos de falta de esperança, insônia, falta de apetite e outros sintomas que perturbam o dia a dia.

A maioria deles é semelhante aos sintomas da TPM, mas mais intensos. O TDPM afeta de 2% a 5% das mulheres em idade reprodutiva nos dias que antecedem a menstruação.

“Nós encontramos um gene suspeito de ter uma expressão desregulada. Isso aumenta a evidência de que o TDPM é um distúrbio e uma resposta da célula ao estrogênio e a progesterona”, diz Peter Schmidt, do Instituto de Saúde Mental e Endocrinologia Comportamental do NIH. No período pré-menstrual, esses dois hormônios sofrem uma queda brusca, provocando um turbilhão de emoções na mulher.

“Aprender mais sobre esse complexo genético mantém a esperança de melhorar o tratamento de tais distúrbios do humor”.

Segundo a pesquisa, esse transtorno é causado por um grupo de genes, presentes nesse pequeno conjunto de mulheres, que afeta o modo como os hormônios sexuais interagem com outros genes. Os autores publicaram seus resultados ontem na revista “Molecular Psychiatry”.

A analista Luísa Gomes conta que, no início da TPM, sua ansiedade se intensifica, e ela tem mudanças repentinas de humor. “Acordo sorrindo de manhã, à noite já estou chorando, perco o sono, minha cabeça fica a mil”. Luísa também sente uma cólica muito forte, além de enxaqueca, o que muitas vezes a impede de fazer suas atividades habituais. “Já aconteceu de eu não conseguir ir trabalhar devido à enxaqueca e à cólica”.

Embora perca o apetite durante o período, a analista de marketing diz que sente muita vontade de comer chocolate e outros doces. Para Luísa, o que melhora o drama é a atividade física. “Quando eu corro, faço academia, eu consigo melhorar o nível de estresse que sinto, é o meu melhor remédio”, conta. (Com agências)

 

 

 

Presença de um tipo de gene é maior

Um dos autores da pesquisa, David Goldman, explica que a pesquisa demonstra que mulheres afetadas pelo TDPM têm uma diferença intrínseca em seu aparelho molecular em resposta aos hormônios sexuais.

Nos glóbulos brancos de mulheres com TDPM, foi detectado um grande complexo de genes, que pareceu ser a raiz dessa diferença, chamado de ESC/E(Z), envolvido na regulação de como outros genes respondem aos hormônios sexuais.

Pela primeira vez foi detectada uma causa biológica plausível para a sensibilidade comportamental anormal para estrogênio e progesterona.

 

 
 



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