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Equilíbrio / CIÊNCIA & SAÚDE
13.03.2017 | 19h45
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Mau humor crônico pode ser indicativo de transtorno depressivo

Problema, que afeta 11 mi de brasileiros, é tratado com remédios e terapia

DE O TEMPO

Você conhece alguém meio mal-humorado, pessimista, que vive queixando-se de cansaço? Dorme mal, cochila em qualquer lugar e parece estar desinteressado? O que pode ser associado a um simples gênio difícil, na verdade, se encaixa nos sintomas de distimia, um transtorno depressivo que afeta cerca de 11 milhões de brasileiros.

ntre a população mundial, os distímicos estão entre 3% e 6%, apresentando sintomas como dificuldades em manter relacionamentos, baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. A origem permanece desconhecida, entretanto fatores genéticos, bioquímicos e ambientais que podem influenciar a causa estão sendo estudados. Além disso, a incidência aumenta nos indivíduos que possuem histórico de transtornos psicológicos na família.

 

 

A maior dificuldade é que essas pessoas raramente se dão conta do próprio problema. Acham que o mau humor e a falta de prazer e de interesse pelas coisas fazem parte de sua personalidade e de seu jeito de ver o mundo e quase nunca procuram ajuda.

 

 

De acordo com o psiquiatra Osvaldo Bramussi, especializado em distimia há mais dez anos, para o diagnóstico é fundamental considerar a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos. A cura não existe, mas a busca por especialistas pode ajudar no controle da doença.

 

 

Apontada como a mal-humorada da família desde criança, a dona de casa Beatriz Mendes (nome fictício), 28, descobriu o transtorno em 2014. Desde então, faz tratamento e conta com o apoio do marido, mas relata as dificuldades do dia a dia. “Eu posso conseguir o que for, mas eu não consigo aproveitar. A distimia castiga as pessoas desta forma: não sentir felicidade. Sou casada, tenho um padrão de vida muito bom, sem me preocupar até com as contas de casa. Só que, ainda assim, sou incapaz de sentir essa vida como algo bom, não consigo me satisfazer com absolutamente nada”, relata.

 

Tratamento. Bramussi frisa que o tratamento é um processo gradativo, variando para cada caso. “O que fazemos é uma combinação de remédios, baseada no grau que o paciente apresenta e em como ele vai responder. Nosso desafio, acima de tudo, é ajudá-lo a ter paciência, reconhecendo a gravidade do problema e enxergando a realidade de forma objetiva”, explica.

 

 

Além disso, a associação de medicamentos antidepressivos com a psicoterapia tem apresentado bons resultados. De acordo com o psicólogo Gustavo Teixeira, mestre em análise do desenvolvimento pela PUC-SP, embora os antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa aprender novas possibilidades de reagir e estabelecer relações interpessoais.

“Na psicoterapia, vamos ajudar a pessoa a se conhecer, lidar com suas emoções, identificar seus valores e estabelecer uma rotina de atividades que seja significativa. Se o medicamento vai dar o vigor físico, a psicoterapia vai trabalhar essas relações e aproveitar melhor essa energia, para que a pessoa volte a produzir em todos os âmbitos da própria vida”, afirma.

 

Flash

Grave. Os especialistas alertam que os distímicos desenvolvem, simultaneamente, episódios de depressão grave, além de outros transtornos como fobias, síndrome do pânico e crises de ansiedade.

 

Fonte     http://www.otempo.com.br/interessa/mau-humor-cr%C3%B4nico-pode-ser-indicativo-de-transtorno-depressivo-1.1446554




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